sábado, 20 de agosto de 2011

Chaves: A merecida homenagem ao soldado para todas as batalhas

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O SBT está fazendo aniversário: o fato já é mais do que conhecido, alardeado e celebrado, mas adivinha quem é o grande homenageado nesta festa? O seu velho coringa, jogador de todas as horas e soldado para todas as batalhas: Chaves.

 

Nas últimas semanas, quem teve a oportunidade de acompanhar os programas especiais do SBT se deu conta de quantas homenagens estão sendo reservadas ao menino de rua e suas aventuras na vila suburbana. Episódios perdidos sendo resgatados, episódios sendo encenados por elenco brasileiro, atores sendo procurados e entrevistados para reforçar uma memoria mais do que devida. Homenageá-los é apenas um reconhecimento justo por todos os serviços prestados e por todos os milagres que sua presença é capaz de ocasionar.

 

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Sim, milagres: Estamos falando de uma atração que desde que entrou no ar só deu alegrias ao SBT, independente de tudo que possa ser dito a seu respeito. Trash, ingênuo e com um humor clichê, “El Chavo del Ocho” converteu-se em um sucesso que o faz merecer ser objeto de estudo. Aquilo que poderia ser uma atração datada com desfecho previsto com o fim de sua produção original, nunca teve um fim e provavelmente nunca terá. Mesmo possuindo características que jamais seriam permitidas em um programa dos tempos atuais, permanece como absoluto na memória afetiva de seu público, ganhando status de cult e conquistando cada vez mais público, garantindo uma renovação de fãs que parece inacreditável.

 

Além de ser um sucesso indiscutível, também tornou-se a marca registrada da emissora que o veicula. É praticamente impossível pensar em SBT sem lembrar-se de Chaves. Uma lembrança mais do que justa tendo em vista que o programa circulou em quase todos os horários disponíveis em sua grade volúvel e bipolar. Seja com ordens de simplesmente tapar buraco ou disputar de igual para igual com algum adversário nos números, Chaves transita e prossegue fazendo história por atingir seus objetivos e brigando com os gigantes sem qualquer problema em supostamente ser nanico. Segue com sua fotografia pobre, seus bordões imortais e memórias impagáveis de infância terna, sem se importar se todas as piadas já estejam decoradas a ponto de repetí-las enquanto as ouvimos em mais um reprise.

 

 

  Ainda gostamos de ouvir o “foi sem querer querendo” de Chaves, de ver o Seu Madruga fugindo das cobranças de aluguel do Senhor Barriga e de todo amor de Dona Clotilde, do carteiro Jaiminho tentando a todo custo evitar a fadiga e suas lembranças de Tagamandápio ou dos pedidos incessantes de Quico atrás de sua bola quadrada. Gostamos e muito provavelmente nunca deixaremos de gostar. Talvez seja melhor nem tentar entender a razão de todo esse amor: muito melhor desfrutar disso enquanto pudermos, enquanto seus atores permanecem vivos e suas fitas antigas ainda são capazes de contar sempre a mesma história com ares de nostalgia.

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2 comentários:

Cíntia Mara disse...

Não tenho acompanhado as homenagens na TV, mas sei que são justas e merecidas. Chaves é imortal! Já entrou para a história da televisão brasileira e de milhões de telespectadores. Também não sei qual é a mágica que nos faz rir diante das mesmas piadas, mas volto a ser criança e me divirto sempre que posso assistir a algum episódio.

Sybylla disse...

A gente já viu os episódios mil vezes, mas ainda curte assistir como se fosse a primeira vez. Em vista de tantos programas ruins e apelativos na TV, Chaves ainda consegue manter uma inocência, mesmo que seja antigo e que tenha acompanhado o crescimento da gente.

Abraço!

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