sábado, 2 de abril de 2011

Entender os Trendings Topics: seria possível?

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Não, não estou falando em temas isolados para atrair leitores . O post serve para falar de um estudo que desvenda os segredos daquilo que muitas vezes norteia o que é discutido em nossas timelines: Trending Topics, ou simplesmente TTs.

As principais conclusões foram publicadas no site Comunique-se, e os resultados podem parecer repetitivos para quem tem o uso do Twitter como cotidiano, mas servirá para quem pretende usar essa rede social no âmbito dos negócios, sem contar os acadêmicos. É preciso entender a ferramenta para assim tirar o maior proveito de suas potencialidades e isso não inclui apenas a vivência, mas também números e estatísticas.

O estudo realizado pela HP Labs, e coordenado por Bernardo Huberman, diretor do grupo de pesquisas em computação social analisou 16 milhões de tuítes de 3 mil trending topics diferentes entre setembro e outubro de 2010. As principais conclusões envolvem imprensa, público e integração com outras redes.

A pesquisa mostra a integração entre a imprensa e a web, já que notícias veiculadas na imprensa tendem a chegar facilmente aos assuntos mais comentados do microblog. Apesar da influência dos jornais como CNN, The New York Times, Washington Post, e El País, o perfil humorístico @Vovo_Panico aparece como o mais influente, com maior capacidade de dominar os assuntos no Twitter.

Ao contrário do que muitos pensavam, a quantidade de tuítes que o usuário publica e o número de seguidores que ele tem não contribui tanto para levar um assunto aos TTs. O mais importante é que o tema seja retuitado várias vezes, até em diferentes redes, como o Facebook.

O Comunique-se traz ainda uma pequena nota sobre os Trending Topics mais duradouros do Brasil, usando o site Twend it como forma de consulta. O resultado divulgado mostrou também outro detalhe a ser considerado para quem trabalha com empresas.

Os assuntos mais longos envolveram pessoas. Com isso, foi constatado que marcas e empresas apareciam pouco, e quando apareciam não era lá por motivos favoráveis, ou seja: críticas de consumidores.

De acordo com o site Trend it, de Tim Kelleher, os assuntos mais longos dos TTs do Twitter no Brasil são: Dilma (7 dias), Cala Boca Galvão (6 dias), boca GalvÃo (4 dias), Felipe Melo (3 dias), Dunga (3 dias) e goleiro Bruno (2 dias). Com isso, é possível constatar que marcas e empresas aparecem pouco nos Trending Topics. Ainda, quando aparecem, é por críticas de consumidores, raras vezes pelo lançamento de algum produto ou serviço.

Não é difícil puxar esses pequenos detalhes pela memória. Se sua timeline for antenada nos assuntos em voga, certamente deve ter constatado esse pequeno detalhe. Geralmente os 140 caracteres são usados para desabafo, então não seria de surpreender ler queixas de consumidores. Lembra do caso Brastemp?

É, o terreno aberto pelo Twitter é amplo e aqueles poucos caracteres permitidos em uma mensagem podem surpreender, mesmo que a ferramenta aparente simplicidade. Usar esse espaço e tirar proveito de seu potencial pode ser um desafio para os incautos, porém não é impossível caso realmente leve o assunto a sério e invista nisso.

Quem se arrisca?

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1 Comentário:

Maurílio Resende disse...

Realmente, o Twitter tem se mostrado uma ótima ferramenta de interação e divulgação de ideias. Penso que algumas empresas ainda subestimam a real complexidade da ferramenta, acreditando que, ao lançar uma campanha publicitária apenas com uma ou duas palavras precedidas de uma hashtag, estarão usufruindo de todo o potencial de alcance do MicroBlog.
Acho que, com uma boa base de pesquisas, o alcance de qualquer mensagem pode ser aumentado em diversas vezes.

Achei uma postagem realmente interessante, principalmente por abordar a forma "profissional" como o Twitter pode ser utilizado.

Grande abraço.

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