sábado, 26 de março de 2011

Esquenta: a alegria da simplicidade

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Esquenta: tem a ver com verão, com calor humano e aquilo que a maioria das pessoas costumam considerar tudo que há de bom na vida. Talvez o nome certo para um programa que busca reunir tudo isso na disputa pelo público em uma data ingrata para a Vênus Platinada.

Tendo a esfuziante Regina Casé como apresentadora, Esquenta reuniu música, personalidades, comida e muita farofada. Farofada no bom sentido, ok? O sentido divertido: de bagunça e muita festa. Escrevo já no passado porque em breve o programa encerrará sua temporada. Já há uma pretensa data marcada para sua volta, mas isso não nos impede se sentir saudades antecipadas e adotar um certo tom saudosista.

Ok, uma grande parte das atrações não faz o mínimo gênero dos meus gostos. Por exemplo: em uma situação normal, Parangolé estaria fora de qualquer cogitação, mas Esquenta é como aquele churrasco bagunçado do fim de semana. Perdoa-se quase tudo.

Tá, eu sei que o programa desperta reações e teorias complexas a respeito de sua função no ar, mas não dá pra ignorar seu efeito sobre o telespectador. Mesmo que eu passe longe de ser uma telespectadora fiel, já que as possibilidades da internet fazem muito mais a minha cabeça que as da televisão, devo dizer que seus méritos não são passíveis de fechar os olhos e fingir não ver.

Dei o exemplo do churrasco, mas pode ser a feijoada do mês ou então um daqueles momentos felizes das férias ou dos dias de carnaval onde estamos descontraídos: aptos o bastante para ignorar nossas preferências do dia-a-dia.

Estamos falando de um programa cuja fórmula é bem simples. Não há métodos mirabolantes para ganhar números. Vi aquilo que é popular, vi alegria especialmente na pele de quem estava ali presente, mesmo naqueles cuja fama poderia causar desconfiança do público quanto sua sinceridade.

Francamente? Gostei do que vi e espero que volte ao ar mesmo. Só não garanto minha fidelidade. Afinal, fidelidade de telespectador em tempos de internet parece ser um conceito em extinção...

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1 Comentário:

Laura Freire disse...

O que mais gosto na Regina Casé é a popularização que ela dá às classes populares. Ela as leva à TV e mostra que é DIVERTIDA. Não mostra seu sofrimento, não a ridiculariza. E essa postura provoca o respeito da sociedade para essa classe mais discriminada.

Texto de muito boa qualidade, Manu =)

Grande abraço!

P.S.: covardia comparar TV à internet, né? A última ganha de lavada ensaboada (hahahaha) :D

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