quinta-feira, 17 de março de 2011

Blogagem Coletiva 3: em Fahrenheit 451 que livro você seria?

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Mais uma blogagem coletiva proposta por Alessandro Martins do blog Livros e Afins, e mais uma perguntinha difícil para ser respondida.

Não é a primeira vez que falo nesse livro. Fahrenheit 451 é um dos meus livros preferidos, e já foi tema de post por aqui, mas não teve o espaço de uma resenha. Portanto algo importante a seu respeito foi deixado para trás, sendo fundamental para entender o propósito da blogagem, mas que Alessandro deixa bem claro em seu texto:

O livro Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, mostra um futuro alternativo em que os livros, as opiniões próprias e o pensamento crítico foram banidos. Os livros que restam são queimados pelos bombeiros que, na história, fazem o papel de uma espécie de polícia intelectual. Os proprietários de livros são punidos.

Alguns rebeldes se escondem da sociedade. Cada um desses indivíduos é responsável pela preservação de um livro, decorando o seu conteúdo palavra por palavra e passando-as adiante, antes da morte, como um legado.

Assim, o sujeito deixava de ser conhecido por seu nome e passava a ser conhecido pelo nome do livro que decorou. (continue lendo)

Foi complicado escolher apenas um livro. Na prática minha mente vagava entre dois, mas como provavelmente a memória não serviria para decorar mais do que isso, uma opção se julga necessária.

Nesse caso, escolhi “A Casa das Sete Mulheres” de Letícia Wierzchowski.

Mostra a Guerra dos Farrapos, ou Revolução Farroupilha (1835-1845) - a mais longa guerra civil do continente - e suas consequências sobre o destino de homens e mulheres. O líder do movimento, general Bento Gonçalves da Silva, isolou as mulheres de sua família em uma estância afastada das áreas em conflito com o propósito de protegê-las. A guerra começou a se prolongar, e a vida daquelas mulheres transformou-se para sempre.

Tudo bem que ela seja mais conhecida do público já que a Globo produziu uma minissérie, mas como era de se esperar, a história foi torcida, retorcida e distorcida.

A personalidade de alguns personagens foi mudada de forma grotesca nessa sua ida à TV, sem contar que atendendo os requisitos do veículo, ela teve bem mais ação. O livro em si carrega olhares mais femininos e reais a sua época, com seus relatos de coragem.

Definitivamente, se em tempos difíceis como o retratado em Fahrenheit 451 eu tivesse de escolher um legado, “A Casa das Sete Mulheres” seria a minha escolha.

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4 comentários:

Laura Freire disse...

Se eu já gostei pra caramba da minissérie e você tá dizendo que o livro é melhor... pô, deve ser bárbaro mesmo!

Pena que a TV faça isso, não conte uma história como ela foi escrita (colocando uma musiquinha de fundo)... Acaba criando uma expectativa no leitor (pro bem ou pro mal) e a fama (boa ou ruim) acaba caindo pro autor - um julgamento dificilmente justo pra quem só conheceu a obra "se mexendo" (TV ou Cinema).

Mesmo assim, como meu julgamento não-tão-justo da obra "A Casa das Sete Mulheres", analisando sob o ponto de vista da história modificada, foi uma boa escolha! \o/

Grande abraço! :)

Sybylla disse...

Ótima escolha, Manu!

Roberta Fraga disse...

Nossa, em um momento que o papel da mulher está em voga, uma ótima escolha!

Palavras Vagabundas disse...

Seguindo as escolhas cheguei aqui, adorei a sua escolha reune história, personagens instigantes e mulheres e seu olhares.
abs
Jussara

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