Sexo na TV: e não estou falando de pornografia.
Sexo é a fonte de prazer e discórdia para a humanidade. Algo tão importante e além dos fins bíblicos da procriação que a cada dia se torna mais polêmico devido ao tempo que ocupa na mídia. Curiosamente, embora tenha um espaço muito claro na ficção e nos realities shows e em seu habitat natural em canais pagos e filmes da madrugada, pouco havia uma forma de se falar sobre isso.
Aparentemente as emissoras estão tentando compensar este vazio. Alguns envolvendo educação, já outros entretenimento: cada um a seu modo. O primeiro que assisti veio justamente da Globo, acusada de ser ferrenha no uso deste recurso em sua programação. Lá, o diálogo foi aberto no “Altas Horas” com a participação da psicóloga e educadora sexual Laura Muller respondendo às dúvidas do público.
Sim: apenas um quadro, com o tempo breve, mas de qualquer forma muito interessante e instrutivo que faz sucesso suficiente para ter longevidade. Talvez essa coisa breve tenha encorajado a alta cúpula a permitir que um programa com tal temática esteja no ar: “Amor e Sexo”, apresentado por Fernanda Lima. Mais entretenimento que educação embora ainda um pouco inocente por sua proposta. Talvez ainda estejam engatinhando, em busca de um público e de formato mais adequado.
Com a internet descobri a existência de outro programa com formato bem mais informativo por assim dizer. O “Falando sobre sexo” é exibido em uma emissora menor, a Gazeta, cuja programação permanece longe das grandes brigas por audiência. Lá, à meia noite de sexta, a psicóloga e especialista em sexologia Carla Cecarello apresenta seu programa em um cenário simples e indo direto ao assunto e sem usar lá as meias palavras ao qual estamos acostumados. Sua fala tem um caráter tão didático que há algum tempo um dos seus vídeos virou um hype devido às suas dicas sobre sexo anal.
Não sei se dá para afirmar que isso representa uma evolução em termos de programação. O assunto é complicado e obrigatoriamente reservado a um certo limbo dentre os horários e cá pra nós nem dá pra ser de outro jeito. Agora a questão é a durabilidade: o público costuma ser avesso a certos assuntos. Até onde se pode evoluir e garantir que o assunto sexo não se refira apenas a aqueles famosos canais pagos ou a certos filmes da madrugada cujo nome me persegue?
Alguém se habilita a uma resposta?
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2 comentários:
Enquanto sexo for visto e propagado como coisa suja, pecaminosa e que não deve ser mencionada na frente de pessoas "educadas", ele ficará restrito a esses horários noturnos mesmo.
Embora seja ridículo que muitas pessoas ainda tratem o sexo como um "pecado", acho que ainda teremos que esperar muito tempo até que o tabu seja quebrado e o assunto possa ser discutido de forma livre, sem o atual véu de preconceitos que o cobre.
Infelizmente, as emissoras não querem quebrar preconceitos, pois mesmo tendo força e influencia para tais atos, isso implicaria em queda da audiência e gastos financeiros. No mundo capitalista que vivemos, qualquer risco de prejuízo é e sempre será evitado, mesmo que isso seja ruim para todos nós!
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