Rompendo a inércia do bloqueio criativo
Imagem: seetheduck
Bloqueio criativo é sina, castigo. Mas romper o ciclo vicioso de preguiça e desalento resulta em um prêmio sem igual.
Vivenciei isso ontem durante a noite. Não foi exatamente uma epifania, mas posso dizer que as palavras e frases vieram de uma forma confortável.
Não surgiram em um momento inoportuno, mesmo que eu não parecesse ter a intenção de escrever afinal forçar a barra nem sempre funciona em uma hora dessas. Era um momento de relax, mas tudo bem: havia ferramentas de escrita por perto. Tanto papel e lapiseira quanto este notebook no qual escrevo agora esse post.
Pode me chamar de preguiçosa, mas optei pela alternativa mais prática. Por mais que eu goste de escrever por meios tradicionais, era um momento de descanso sem maiores pretensões. E dispondo das armas escolhidas, lancei-me ao trabalho. Sempre é hora de espantar o marasmo, e especialmente os bloqueios.
Imagem: starrynight11
Sem lá grandes sacrifícios heróicos por parte dos meus neurônios, as palavras fluíram. Claro que uma trilha sonora ajuda, embora o silêncio possa ser satisfatório para quem possa contar com ele. O resultado não foi uma quantidade de palavras lá muito grande, mas há algum tempo decidi não me preocupar com isso. Julguei as exatas 428 palavras daquele texto como suficientes para o que eu queria dizer ao leitor. Após uma revisão, escrevi a palavra “fim” em seu local de costume antes de dar ao mais novo escrito o seu destino habitual.
Resultado disso? Satisfação.
É, sou uma daquelas pessoas que tem satisfação em terminar um texto. Sensação de dever cumprido. Seja lá um post, um conto, uma fanfic ou uma monografia. Claro, essa sensação será experimentada em diversos níveis, dependendo do empenho colocado na tarefa e da história presente nos bastidores de cada uma de suas produções.
São muitos os fatores a serem cogitados na valoração de um texto, mas posso dizer: cada coisa que escrevo e cada rascunho concluído é uma vitória contra a inércia do bloqueio criativo. Cada ideia levada a sério e trabalhada – mesmo sendo apenas por cinco minutos – representa um ato claro em busca daquilo que me proporciona uma sensação de algo mais.
Cada um tem seu jeito de buscar esse algo mais. Por mais estranho que seja, a escrita é o meu.
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1 Comentário:
Já sofri e às vezes sofro com os bloqueios também. Às vezes no chuveiro penso em algo legal, chego a montar as frases e quando sento para escrever, cadê? Evaporou, sumiu.
Mas em algumas situações o tempo de gaveta é fundamental. Faz a gente perceber erros cometidos, ideias sem sentido e outras gafes. É difícil ser criativo e inovador sempre.
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