Escrita: até onde levar uma ideia?
Inspirada pelo tweetie do moleque acima e por um post do meu querido amigo Fernando Junior (@fbjr), lá vou eu para mais um post sobre escrita. Talvez isso possa te interessar, meu caro leitor. É um dilema mais frequente do que possa pensar…
Todo mundo que busca e gosta de escrever passa por isso, seja você do time dos blogueiros ou faça parte de outras modalidades não tão badaladas. E como não estamos falando exatamente em trabalhos acadêmicos, me reservo ao direito de ser sistemática e até viajar na maionese, porque esse é o meu jeitinho…
Sinceramente? Quando estou na ânsia de escrever, costumo insistir. Depende da minha vontade, mas a verdade é que posso demorar muito para desistir de algo que estou escrevendo. Meus rascunhos abandonados há meses no notebook que o digam. Nos últimos dias, ressuscitei coisas escritas há três ou quatro meses. Até mesmo anotações rabiscadas em caderno em momentos de ócio tiveram seu espaço.
Todo tempo é tempo quando se está inspirado. (Imagem: Nicole_N)
As vezes posso começar a trabalhar em outra coisa. Alguma outra ideia completamente diversa do texto que estou escrevendo. Tão diversa que estou tratando de outros personagens e de outros fandons, mas se tem uma coisa que aprendi, é que as ideias vem para aqueles que trabalham em seus projetos. E este tipo de percepção quem me deu não foi minha monografia e sim o ato da escrita em si.
O insight não acontecerá se você não se esforça. É preciso estar imerso de uma forma ou de outra, mesmo em um momento de relax. É preciso foco para ter uma resposta. Claro que insistir em uma ideia não necessariamente significa levar a coisa até as últimas consequências. Questão de hábito, de praticidade. Essa já pode ser considerada uma parte das neuras típicas de escritores.
Já comecei muitos de meus textos pelo meio. Um simples fragmento que as vezes mal chegava às cinco linhas. Estas poucas linhas poderiam se transformar de inúmeras maneiras. Um simples rabisco em uma oneshot ou uma long fic. E nesses momentos de insight é que sabemos até onde podemos levar esses fragmentos de ideia.
Meu estilo é old school e totalmente radical uhúl! (Imagem: Lynsey O'Donnell)
Inúmeras ideias ficaram pelo caminho. Dificilmente um texto meu mantém a mesma estrutura com o qual comecei a trabalhar. Não é raro que de uma hora para outra eu comece a reescrever tudo só pra mudar o foco narrativo. Coisa que eu já fiz quando poderia contar apenas com papel e lápis. O negócio é experimentar e como já pude comprovar o papel é mais tolerante com bobagens que a tela do Word.
É, eu sei: bruto, rude e sistemático, mas como eu mesma já disse é o meu jeitinho… #xuxafeelings. Testar as possibilidades não custa mais do que tempo e neurônios queimados. É daí que vem as ideias.
Agora, se elas vingarão só o seu esforço frente ao desafio dirá.
RSS/Feed: Receba automaticamente todas os artigos deste blog.Clique aqui para assinar nosso feed. O serviço é totalmente gratuito.



0 comentários:
Postar um comentário
Sua opinião é muito importante, comente!