terça-feira, 7 de setembro de 2010

A jornada da leitora: O Clube do Filme

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E eis que a festa vai começar!

Tá, ok. Exagerei, mas foi impossível resistir diante da minha overdose de livros depois da Bienal. Sei que demorei um pouco mas finalmente vou começar com essa série de resenhas.

E, como já deve ter imaginado começo com “O Clube do Filme”, de David Gilmour. Claro, apenas por uma questão de lógica. A obra foi o primeiro livro que devorei assim que entrei no ônibus após a aventura da Bienal. Fui lendo enquanto aproveitava a luz do dia, algo que não durou muitas horas, algumas frestas da luz amarelada de uma lâmpada incandescente de um posto de gasolina e algumas horas de madrugada assim que cheguei em casa.

É, posso dizer que ler definitivamente é uma aventura. E completar a leitura nessas condições só foi possível por dois fatores incontestáveis.

  1. Eu estava louca para ler alguma coisa, afinal onde moro não tem biblioteca e a perspectiva de ler na tela do computador não me atrai.
  2. O tamanho do livro: 240 páginas de um livro interessante, com fonte e espaçamento adequado não é um grande esforço.

Então, vamos ao que interessa.

O Clube do Filme

Autor: David Gilmour

Título Original: The Film Club

Editora: Intríseca

“David Gilmour, crítico de cinema desempregado e com o dinheiro contado, vivia uma fase complicada. Além disso, o filho de 15 anos colecionava reprovações em todas as disciplinas. Diante da falta de rumo daquele estudante perdido e despreparado, uma proposta paterna radical: o garoto poderia sair da escola – e ficar sem trabalhar e sem pagar aluguel – desde que assistisse toda semana a três filmes escolhidos pelo pai, e com o pai. Assim surgiu o Clube do Filme...

Não lembro como ouvi falar desse livro. Tenho quase certeza de que foi indicação antiga de um dos colegas de ônibus dos tempos de faculdade. Não me lembrava dele até estar frente a uma batalha pela vida no formigueiro humano em que estava o stand da editora Saraiva e me deparar com um exemplar solto, que olhava pra mim de forma carente e me suplicar para que o levasse dali.

Sim, sou uma pessoa com coração mole. Orgulho, Preconceito e Zumbis poderia esperar mais um pouco, até que eu acessasse uma loja virtual por exemplo ou uma próxima visita a uma livraria – coisa que realmente ia demorar muito já que moro longe delas também.

Já seguros e inteiros, dentro do ônibus e com a promessa concreta de uma longa viagem de volta para casa, separei-o de seus novos companheiros de estante e comecei a leitura. Estar acostumada a ler e em casos extremos até escrever enquanto estou na estrada tem suas vantagens.

Devo logo dizer que valeu a pena o preço pago.

 

Esperar pelo que?

Apesar de ser filha de professora, não esperei encontrar nenhum método pedagógico revolucionário, nem me indignei frente a tentativa irresponsável daquele pai. As coisas não foram simples, a vida não foi um mar de rosas e as incertezas frente as consequências daquela decisão foram inúmeras.

Também não esperei encontrar uma verdadeira biblioteca para os cinéfilos. Não tenho bagagem para entender plenamente o efeito que certos filmes poderiam provocar para os dois. Talvez o dia em que eu assistir todos eles e resolva reler a obra eu possa sentir algo parecido.

Mas e então? Tinha algo para mim nesse livro?

Sim, uma história.

Não me decepcionei nem um pouco. Havia uma história sincera, e dentro dos padrões da imaginação até verossímil embora a ideia de abrir mão da educação formal soe distante no meu mundo. Um pai que ouse na tentativa de se aproximar e fazer algo por seu filho adolescente, os dilemas de amor e caminhos duvidosos rendem páginas querendo ou não. Foi isso que eu vi e me concentrei.

Uma história de companheirismo, sinceridade e amor. Foi isso que encontrei.

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2 comentários:

Rodolfo Lôbo @therlobo disse...

Ano passado em um domingo em que já estava cansado de ler livros para o vestibular li a resenha desse livro em algum blog da vida. Fui à livraria, época essa em que eu ainda morava em cidade que tinha livraria, e comprei o livro.
Para mim ele apresenta duas questões que adoro, o companheirismo entre pai e filho (e a tentativa de se criar um) e as consequências do cinema na vida de uma pessoa (já que o mesmo também marcou a minha vida).

Max Martins disse...

Oi, Manu

Fiquei me coçando pra ler. Que vício esse!
Como faço pra ler tudo que tenho vontade? Cada vez aumenta mais os títulos que eu quero ler...rs

Abraços

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