60 anos de TV Brasileira: devemos comemorar?
E eis que a máquina de fazer doido está fazendo aniversário! É a TV brasileira completando 60 anos de existência, de uma jornada repleta de diversão, educação e polêmicas.
Acho que posso falar por mim em diversos aspectos sobre o tema. Sou de uma geração onde a televisão esteve no auge, sendo o centro de toda a diversão que poderia haver para uma criança. No meu caso, as memórias de infância são recheadas de imagens televisivas: não seria exagero dizer que ela moldou meus gostos. Tive dela o bastante para querer fazer um TCC cujo tema era centrado em telenovelas e me debruçar em longas horas de pesquisa.
As lembranças são inúmeras e grande parte do que sou hoje está relacionada a essa incrível caixinha mágica. Infelizmente hoje, a caixa não anda mais tão mágica assim. Não tão poderosa quanto antes, dividindo espaço com outras mídias e sofrendo com escassez de novas ideias, imersa em um modelo destruidor de cérebros, priorizando um entretenimento “baixo”, fazendo qualidade ser apenas um atributo utópico.
A televisão em geral desperta inúmeras opiniões. Tem quem ache alienante, e detrimento daquela que deveria ser sua principal função - educar. Que ela está parada no tempo sem evoluir, ou será ultrapassada pela internet. Alguns acreditam nela como babá eletrônica, uma mídia opressora, um aparelho obsoleto e odiado cuja permanência no trono está com os dias contados, um símbolo opressivo contra a massa que compõe seus espectadores. Ultrapassada, aglutinadora, ditadora... revolucionária, convergente.
A TV pode ser muitas coisas. Todas elas ao mesmo tempo, indefinível em apenas uma característica. É multifacetada, arrebatadora para o bem ou para o mal. A televisão brasileira parece apenas seguir a corrente...
Para onde essa corrente vai, já não sei. Pelo que estou vendo é melhor pular do barco enquanto ainda dá.
Controle remoto, tecla off. Nostalgia pelas lembranças que ficam, e nada mais. Pelo menos por enquanto.
RSS/Feed: Receba automaticamente todas os artigos deste blog.Clique aqui para assinar nosso feed. O serviço é totalmente gratuito.


3 comentários:
Verdade, Manu.
Com a web 2.0 a TV perdeu muito espaço.
O que me intriga é o fato de que parecem não se importar com o que o espectador pensa disso. Talvez seja por que sabem que a grande maioria das pessoas esteja tão alienada e "emburrecida" que tanto faz o que colocarem na grade de programação. Ou, por mais que reclamem, ainda vão apertar o botão "on" no dia seguinte por falta de opções.
A verdade é que os canais abertos estão cada vez piores, concordo plenamente contigo.
Bjs
Confesso que tambem sou da geração da TV, ou pelo menos o final desta geração. Para mim, ela foi de importância significativa, porem hoje mais adulto não saberia dizer se o conhecimento e entretenimento por ela obtido, foi válido ou não. Saudoso eu sei que foi. Porem especificamente quando falamos de Tv brasileira, pessoas com faixa etária na casa dos 20. e que não moravam no eixo rio-sampa tinham apenas Globo X Manchete. A participação das demais emissoras era insignificante frente a estas. E com o Fim da Manchete,que diga-se de passagem foi a minha emissora da infância. ficamos refém da Globo, com sua grade focada em novelas repetitivas onde o bem e o mal se confrontam e no final o amor prevalece. Hoje a Globo perde uma média de 2 pontos percentuais de audiência por ano, por não mudar seu modelo de entretenimento. A Tv brasileira nunca foi como a americana, que busca fazer com que o seu telespectador seja questionado. A tv americana é inovadora em todos os sentidos. Enquanto aqui o "beijo Homossexual" nem na novela das 23:00 do Astro, remake da Globo teve. Foi a Emissora do Bau que o fez em canal aberto com pouca representação. E isso é apenas numa discussão branda e superficial da Tv aberta Brasileira. os Absurdos são infinitos. e falta de visão de mercado é imensa. Faço votos que as demais emissoras abertas evoluam e prosperem, embora não mais acredite nisso, pois a mesma esta evoluindo e se tornando mais consciente e com poder aquisitivo maior. Logo adquirindo Tv a cabo. Vamos ver se este terreno é mais verde que o a da TV aberta....
Confesso que tambem sou da geração da TV, ou pelo menos o final desta geração. Para mim, ela foi de importância significativa, porem hoje mais adulto não saberia dizer se o conhecimento e entretenimento por ela obtido, foi válido ou não. Saudoso eu sei que foi. Porem especificamente quando falamos de Tv brasileira, pessoas com faixa etária na casa dos 20. e que não moravam no eixo rio-sampa tinham apenas Globo X Manchete. A participação das demais emissoras era insignificante frente a estas. E com o Fim da Manchete,que diga-se de passagem foi a minha emissora da infância. ficamos refém da Globo, com sua grade focada em novelas repetitivas onde o bem e o mal se confrontam e no final o amor prevalece. Hoje a Globo perde uma média de 2 pontos percentuais de audiência por ano, por não mudar seu modelo de entretenimento. A Tv brasileira nunca foi como a americana, que busca fazer com que o seu telespectador seja questionado. A tv americana é inovadora em todos os sentidos. Enquanto aqui o "beijo Homossexual" nem na novela das 23:00 do Astro, remake da Globo teve. Foi a Emissora do Bau que o fez em canal aberto com pouca representação. E isso é apenas numa discussão branda e superficial da Tv aberta Brasileira. os Absurdos são infinitos. e falta de visão de mercado é imensa. Faço votos que as demais emissoras abertas evoluam e prosperem, embora não mais acredite nisso, pois a mesma esta evoluindo e se tornando mais consciente e com poder aquisitivo maior. Logo adquirindo Tv a cabo. Vamos ver se este terreno é mais verde que o a da TV aberta....
Postar um comentário
Sua opinião é muito importante, comente!