sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Vida Alheia pode ser mesmo bem interessante… no bom sentido

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"A Vida Alheia"

Ontem assisti a estréia do programa A Vida Alheia escrito por Miguel Falabella. Assim que começaram a veicular as chamadas fiquei curiosa pra saber do que se tratava pois além do autor – sempre mordaz em seus programas – ainda prometia algumas alfinetadas. E não me arrependi pelo tempo que esperei. 

O episódio começou de maneira morna, o que não é problema pra mim. Não sou apressada e um pouco de paciência não custa. (tente assistir um filme iraniano e descubra seus limites). Depois ganhou força, a medida que a trama começou a chegar no cotidiano das chefes da revista em questão: a dona da publicação, Catarina Faissol (Marília Pêra), e a editora-chefe Alberta Peçanha (Claudia Jimenez). Venenosas até não poderem mais.

Eu me diverti quando Alberta mandou a sua repórter que inventasse uma “fonte que não quer se identificar” para endossar uma matéria sobre a decadência de uma celebridade e justificou que o recurso era usado desde o Velho Testamento. Um recuso escuso, mas ainda assim usado.

Alguns telespectadores devem ter ficado chocados, crendo que o meio era nojento. É um lado B da profissão, talvez algo que as pessoas não pensem na hora de consumir o produto da fofoca.

Não é de hoje que a credibilidade desse tipo de revista é duvidosa. O programa apenas reforça essa cultura de forma bem humorada, até mesmo usando algo parecido com o pastelão. Se bem que algumas notícias tem o mesmo potencial cômico… sem batuta de qualquer escritor do gênero.

Claro, tem gente não habilitada ao senso de humor. Lendo um texto do Ale Rocha sobre o tema, descobri que a colunista de celebridades Fabíola Reipert não gostou do que viu. Talvez como escreveu o jornalista Maurício Stycer que a série faz retrato arrasador do jornalismo de celebridades, colocando o dedo na ferida. Certamente as alfinetadas foram certeiras.

Agora, fico na torcida para que mostre mais sobre a indústria, especialmente as celebridades que compactuam com tais flagrantes para terem espaço na mídia.

Os dois lados podem ser igualmente podres. Depende do seu estômago.

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1 Comentário:

Anunciação disse...

Agora sim,depois que li o post do ale rocha e agora o seu,tou me situando melhor;é que não assisti o programa e achei meio estranho os outros posts que andei lendo.

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