Traduzindo ideias em palavras: algumas neuras do processo de escrita.
Em posts anteriores, falei sobre a escrita e algumas manias que acompanham o processo criativo. Afinal escritores – badalados, imortais (não “imorríveis”), de gaveta, blogueiros ou ficwriters – são seres muito esquisitos.
O processo de escrita é algo muito particular, cercado de rituais ou não, dependendo do grau de loucura da pessoa. E alguns são inevitáveis.
E cadê a ideia que estava aqui?
Claro, o processo tem que começar com uma ideia – a menos que você seja um plagiador barato.
Esse pode ser um tanto complicado, e podemos fazer disso uma experiência de autoconhecimento, principalmente na hipótese de um bloqueio criativo. Mas, caso você não esteja interessado no lado autoajuda fofuxo da coisa, temos aqui alguns posts com dicas que podem ajudar.
- O Mapa Mental do Tesouro – Blosque: tanto para blogueiros quanto para escritores de ficção. Bem prático
- Mapa de idéias: Gerando conteúdo ilimitado para seu blog - Ferramentas Blog: especificamente para blogueiros, e exige um pouco de disciplina
- Como superar o bloqueio criativo? - Limão em Limonada: não é mera propaganda, e vale pra qualquer tipo de escritor.
- The Imagination Prompt Generator: se você realmente precisar de um empurrão, ou estiver com preguiça de buscar um tema inicial, esse pode ser de grande valia.
Papel e caneta x Editor de Textos

Depois da batalha pela ideia perdida, começamos a disputa acirrada entre o papel e a tela do computador. Claro que normalmente o computador é o destino, mas estamos falando do princípio.
Papel não é coisa de gente saudosa ou retrógrada, como dizem alguns por aí, pelo contrário. Pode ser uma questão de:
- Praticidade e mobilidade: Nem sempre temos um computador em mãos quando surge aquela história ou post.
- Sérias restrições orçamentárias: Nem todo mundo tem grana pra ter um desses, mesmo que loja tal venda em 498096835096809 vezes sem juros. Em compensação papel e caneta custa baratinho!
- Segurança: Nunca ouvi falar de assaltantes roubando cadernos por aí. LOL
- Hábito: Tem quem prefira um processo mais introspectivo, e detalhado, o que é bem subjetivo. Como minha caligrafia não sofre do mal da dança de minhocas epiléticas (by Caio Lausi), é fácil.
- Facilidade na revisão: Mais que corrigir os erros de português. O fato de ter que digitar depois te proporciona uma nova imersão no processo criativo e permite enxergar outra perspectiva. É como fazer um rascunho e mudar um monte de coisas na hora de passar a limpo.
Tem quem prefira fazer tudo logo no computador, o que tem suas vantagens.
- Praticidade e limpeza: Convenhamos que é bem mais fácil e rápido, principalmente se você sofre do mal da caligrafia descrito acima.
- Facilidade de pesquisa: Se você precisa pesquisar, é mais prático ter os dados em mãos.
Depois desse tipo de dilema, há um outro de ordem bem mais prática… o editor de texto.
A grande batalha dos editores de texto
Não pretendo fazer um circo. Para os blogueiros é relativamente facil: temos o painel de postagem da própria plataforma, e programas como o Windows Live Writer ou o Zoundry.
Mas no caso de escritores de todas as outras categorias, a coisa complica.
Tem quem não suporte distrações na tela, ache as ferramentas de correção ortográfica uma intromissão gigantesca, e itálico e negrito uma grande frescura. Preferem um editor minimalista como o notepad (ou bloco de notas).
Há quem não viva sem o Word (Microsoft Office) ou o Writer (Br Office). Francamente não conheço muita coisa além desses. Gosto desses. Configurei o editor de textos que uso para facilitar minha vida no que diz respeito a ortografia e vocabulário, com correções automáticas e reconhecimento de termos e nomes no dicionário. Também gosto da facilidade em ver o que escrevo com a aparência de algo já impresso. Frescura pra alguns, hábito para outros.
Aliás, pra quem procura ferramentas que realmente ajudem, encontrei posts muito bons no blog Livros e Afins.
O fim, ou não
Alguém já reparou na dificuldade em terminar um texto? Começar é uma beleza, no meio o autor se empolga, mas escrever fim é uma tortura.
E claro, você já deve ter reparado que eu tenho tal dificuldade. O post está chegando ao fim, mas terminar que é bom, nada.
É bem provável que esse post tenha continuação mais tarde. Até lá você não quer compartilhar suas neuras também?
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2 comentários:
Oi Manu! Adorei este post porque ele me fez refletir sobre como eu realmente gosto de escrever.
Vou ser sincero, com lápis e papel, se escrevo rápido minha letra sai uma completa desgraça, se escrevo devagar minha letra sai muito boa, mas para terminar um texto pequeno é uma tortura, e para terminar um texto grande então, nem se fala.
Como sou uma pessoa exigente com a aparência do meu texto escrito a mão, na maioria das vezes acabo preferindo escrever devagar, eu sei que é besteira, mas muito do que eu escrevo a mão acaba não indo parar no meu computador.
Em fim, escrever no computador acaba me proporcionando facilidade e velocidade para conseguir escrever meu texto sem parar e sem ter que me preocupar com a estética dele!
... Eu também tenho uma certa dificuldade em terminar os meus textos, até mesmo comentários.
Manu, mandou bem mais uma vez.
Rituais são rituais né, eu escrevo somente o primeiro parágrafo no caderno , como diz no outro texto.
Gosto mais do PC porque sempre pesquiso, e geralmente faço mais alguma coisa enquanto escrevo.
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