Reality show sem cenas humilhantes: será que cola?
(Imagem: schmilblick)
Em tempos de reality show e narcisismo a mil por hora, eis que estão querendo colocar algum limite nesse tipo de jogo. Será que o público aceitaria um reality show em que os jogadores não chegam ao ponto extremo da humilhação?
Diretamente do Portal Imprensa: Projeto de Lei quer proibir cenas humilhantes em reality shows de TV e rádio
A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que proíbe as emissoras de rádio e televisão, inclusive os veículos por assinatura, de exibir cenas humilhantes em reality shows. De autoria do deputado Nelson Goetten (PR-SC), o texto prevê multa de até R$ 50 mil por veiculação de imagens que causem constrangimento.
O projeto atualmente tramita em caráter conclusivo nas comissões de Ciência e Tecnologia, de Constituição e Justiça e de Cidadania. No artigo 2º do texto, Goetten detalha os objetivos:
"Fica vedada a exposição de pessoas a cenas e situações, em programas do tipo reality show nas emissoras de radiodifusão ou nos canais de TV por assinatura, que possam ser caracterizadas como humilhantes, degradantes, que atentem contra a integridade física, psicológica e moral dos participantes ou que contrariem os preceitos do artigo 5º, inciso III da Constituição Federal". O trecho da Carta Magna citado pelo deputado se refere aos direitos e deveres individuais e coletivos e a garantia de igualdade aos brasileiros perante a lei. (continue lendo)
Constrangimento? O que seria isso? De que tipo de situação estamos falando?
Entre os exemplos, o deputado cita provas como "comer olho de cabra, ou piaba viva, ou enfrentar animais perigosos, como cobras e aranhas". Goetten argumenta que essas cenas representam "clara demonstração dos princípios constitucionais da dignidade humana". (continue lendo)
Ok, esse tipo de situação é realmente um grande constrangimento. Inclusive pra quem assiste, embora esse tenha o livre arbítrio pra mudar de canal. Uma pena que esse tipo de lei se restrinja ao reality show. Nos programas dominicais se vê cada coisa… quer dizer, domingo é apenas o dia principal. Não significa que os outros dias sejam da mais pura inocência, embora lá fora esse tipo de programa pareça ainda pior.
Será que o brasileiro não ia chiar, e dizer que a casa/selva/seja-lá-o-que-for não anda muito parada? Ou chegar ao extremo – nesse caso realmente seria apelação – de falar sobre a chatice do politicamente incorreto?
Seja como for, não ninguém vai proteger o telespectador de certas situações. Mas não custa ter esperanças – e o controle remoto nas mãos -, não é mesmo?
(Imagem: Nadaver.com)
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