quarta-feira, 17 de março de 2010

Processo de escrita: a neura dos escritores famosos

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(Imagem por TheGiantVermin)

Se tem uma coisa em que os filmes estão certos, é em retratar escritores como uma raça de doidos. Ok, talvez não nesses termos. Melhor usar um termo mais suave: excêntricos. Essa excentricidade é bastante conhecida e não é muito diferente dos seres humanos ditos normais.

Cada um de nós tem a sua maniazinha na hora de exercer um hobby ou um trabalho. O grau de estranheza que ela causa que é o tchan

Já escrevi sobre manias na hora tão sagrada da escrita (sagrada pelo menos pra mim) 

Claro que não é nada muito amplo. Não conheço tanta gente assim que goste de escrever, ou que leve isso tão a sério. Sendo assim falei daquilo que há de mais básico: editor de texto, silêncio ou não… coisa pouca. Quase bobagem, mas o panorama mudou quando acessei um post de notas do blog Livros e Afins e vi um dos links:  Cem escritores brasileiros e suas manias quando escrevem.

Estou falando de uma série de posts do blog do escritor e jornalista Michel Laub. Até agora são seis posts, com manias incomuns, prosaicas… tem para todos os gostos. Veja só algumas.

José Castello, autor de Ribamar – “Assim que abro a página em branco do computador, escrevo sempre no alto a palavra ‘NADA’. Sem isso, não consigo começar. Tenho a sensação de que ela me dá um chão. Fica mais claro que não tenho compromisso com nada, ou ninguém, e que posso avançar em qualquer direção[…]

Emilio Fraia, autor (com Vanessa Barbara) de O verão do Chibo – “Não consigo continuar nenhum texto se o fim da última linha de cada parágrafo não estiver alinhado o mais à direita possível na página – costumo inserir palavras ou frases para as linhas ficarem o mais à direita possível no arquivo, mesmo sabendo que a diagramação no livro (jornal ou revista) vai ser diferente depois. […]

Luiz Paulo Faccioli, autor de Trocando em miúdos – “Escrever para mim é uma intimidade. Preciso de silêncio, conforto, concentração e isolamento. Se alguém estiver presente, mesmo sem saber o que estou escrevendo, sinto como se eu praticasse sexo em público. Sou mais produtivo à tarde e no começo da noite. De manhã sou preguiçoso, à noite tenho sono.”

Claro, foi só um trechinho. Se estiver interessado em saber mais confira o blog Michel Laub e a categoria de postagens Escritores e manias. Garanto que vale a pena.  

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2 comentários:

Leonardo Schabbach disse...

Po, muito boa a postagem!

Vou dar uma olhada no link indicado. Este tipo de coisas que dão um ar diferente à literatura. Tanto que até tenho no blog uma seção - Curiosos "causos" de grandes autores - que conta umas histórias engraçadas, não necessariamente ligadas ao processo de escrita, porém. Mas o que quero dizer é que, estas pequenas peculiaridades, dão um charme maior ao livros e aos autores, sem sombra de dúvida.

Ana Magal disse...

Cara Manu,

Acredito que isso é verdade. Comigo ocorre tanto quando escreve matérias jornalísticas, quando estou tentando terminar meu livro. Acredite, estou há 12 anos tentando terminá-lo. Já apaguei e recomecei umas 20 vezes.

Tenho manias, loucas, por assim dizer. Quando li a parte do Faccioli me senti igual. Sendo que meu horário é a madrugada. Odeio quando tem alguém perto de mim e começo a escrever. Me sinto invadida. Pior quando ficam atrás de você no pc. Ecaaa quero esganar.

Mas a minha maior mania é, acredite, tanto no livro, quanto nas matérias jornalísticas, e até nos posts dos meus blogs, sempre começo a escrever primeiro o final do texto. Só assim consigo fluir a ideia. Se sei como vai acabar, começar se torna mais fácil. Pelo menos eu acho haha...
Beijocas

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