Por que a liberdade alheia incomoda tanto?
Não sei se já reparou nisso, mas liberdade e personalidade é algo que incomoda muita gente. Liberdade, força, segurança são qualidades explosivas desde sempre, mas parecem mais afrontosas quando estão presentes no sexo feminino. Geram rancor, incredulidade e incita a prática da modalidade milenar de torcer o nariz.
Não é a primeira vez que falo nisso: citei esse assunto no post Por que uma pessoa segura assusta tanta gente? quando escrevi sobre Viver a Vida.
O que significa metida a ser madura demais? O simples fato de seus pensamentos serem talvez menos conservadores? Ou de suas atitudes serem mais firmes, independente daquilo que todos vêem como um problema?
A ficção é sempre um bom ponto de partida quando falamos no assunto, ainda mais com Viver a Vida que está em uma fase onde muito do que são os dilemas femininos estão em jogo. Porém, não estou aqui pra falar em novela, ficção. O foco agora é a realidade.
Ontem eu li um post que me deixou sem palavras. Sinceramente, mas não por algo bom.
Trata-se de um ataque moralista a conduta de Soninha Francine. Não exatamente de sua postura política – o que é passível de comentários e análises – mas sim com amplas insinuações a sua vida pessoal, sobre atos e condutas que em nada tem a ver com seu trabalho, alegando que suas atitudes denigrem a tradição de mulheres do estado que a elegeu. Segundo a autora do post tratam-se de mulheres fortes, discretas e primam pela discrição e elegância.
A autora cita o fim do casamento de duas décadas, uma fofoca sobre a vida afetiva e sua atitude em posar para a Playboy como se fossem provas de esbórnia, de uma relação doentia com o poder.
Talvez você espere que eu passe o link, mas não farei isso. Não acho que o pensamento retrógrado e mesquinho mereça publicidade. Especialmente algo desse nível. Lamento muito mas não vale a pena comprar briga por causa da falta de bom senso alheio.
Tenho minha opinião sobre qualquer espécie de amarras e sobre ser mulher e nada muda isso.
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Mulheres e sociedade: qual é a verdadeira luta?
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Viver a Vida: quem disse que Amélia é mulher de verdade?
E, independente de sexo, estamos falando de uma pessoa maior de idade, que assume a responsabilidade por seus atos desde sempre. O que ela faz ou deixa de fazer em sua vida particular não interessa a ninguém, ainda que seja uma pessoa pública.
É a própria vida, é o próprio corpo. Livre arbítrio. Isso vale pra qualquer pessoa.
Exercer a liberdade e viver a própria vida já dá trabalho demais. Então pra que regular as atitudes de outra pessoa, sendo que tais gestos só dizem respeito a ela mesma?
GET A LIFE, pessoal.
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2 comentários:
Apoiado totalmente. Eu acho que pessoas se incomodam com a liberdade das outras porque não têm coragem de exercer a própria liberdade.
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