segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres e sociedade: qual é a verdadeira luta?

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image  (Imagem: Stephen K. Willi)

Bom, é 8 de março e eu não pretendia falar do dia internacional da mulher. Não estava a fim de chover no molhado e dizer o que todo mundo costuma dizer: violência, opressão e preconceito. São os assuntos pontuais. Fato também que já conquistamos muito, mas não é o suficiente.

Vemos o modelo de mulher bem sucedido: da mulher bela e que além de trabalhar fora, cuida dos filhos, do casamento, tem o tempo de cuidar da beleza, ter vida pessoal e mais outras firulas. Muito pouco se fala no poder de escolha. Sempre se diz o que ela deve ser, o que seguir, quais os parâmetros… mas nunca que a verdadeira luta é pelo poder de decidir a própria vida.

E você, mulher? Quais são os seus planos?

Quer ter uma carreira e ser bem sucedida?

Quer ser mãe? Quer deixar o trabalho pra cuidar dos filhos?

Quer ser independente e não deseja se prender?

Quer ser uma dona de casa?

Ela pode ser qualquer coisa porque a escolha lhe pertence. O futuro é dela, e não dos outros. Não é parte de um patrimônio cujo destino pertença dos homens, ou aos seus pais. Ela tem poder sobre seu próprio corpo e sua mente.

A mulher não tem que ser submissa porque isso é cultural ou por causa dos preceitos de um livro religioso. Não tem que se casar porque esse é o seu único caminho. Não tem que ficar em casa por julgarem ser esse o seu lugar.

Não tem que ter filhos porque é essa a sua “vocação natural” ou por todos julgarem que toda mulher deve querer ser mãe. 

Não tem que ser pudica porque a iniciativa feminina a torna pouco digna de confiança. Não apenas um corpo que está aí pra ser usada, nem somente intelectual para ser levada a sério.

Que se dane a Maria Mariana com sua opinião sobre ser mãe e esposa em tempo integral. A escolha é dela, e pertence apenas a ela. Só não venha me convencer que Deus quer o homem no leme. A mulher não está abaixo do homem. Não deve obediência a ele, assim como ele não deve a obediência a ela. Eles são iguais - salvo as diferenças óbvias – com os mesmos direitos e responsabilidades.       

E a mulher do futuro não é aquela de mulher trabalha, cuida de casa, filhos, marido, cachorro-papagaio-periquito e ainda frequenta academia e faz ioga.

É aquela que decide por si, faz o próprio caminho e assume responsabilidades pelas próprias escolhas.

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