sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Programas policiais, apresentadores histéricos e o que sobrou da TV aberta

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(Imagem: Matthew Antonino)

Ontem, em um dos raros momentos em que me dispus a assistir TV, acabei encontrando algo muito estranho. Uma cópia paraguaia do Datena, misturada com a Xuxa nos tempos áureos – e trash – dos seus programas infantis.

Do que estou falando? SP Record.

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- Tiroteio! Violência! Tumulto! Você vê agora!

Essa veio com menos de cinco minutos de programa. Era mais ou menos isso, porque não me lembro exatamente das palavras.

Sério, acho que nunca ri tanto assistindo alguma coisa. O apresentador mostrava a violência como se fosse uma coisa super legal de assistir, como se os telespectadores fossem crianças loucas para participar de uma brincadeira. E desisti quando a matéria era sobre uma criança de cinco ou seis meses que se afogou em um balde. A apelação que viria sobre essa tragédia seria demais para minha pobre cabeça. 

Não sei se é sempre assim, pois assisti apenas um pedaço ontem, e não sei se sou capaz de ver novamente. Ainda estou traumatizada pelo domingo histórico, e não pretendo me recuperar tão cedo. Não vou enfrentar desafio semelhante sem qualquer necessidade.

Meu livre arbítrio me permite inclusive mudar de canal ou simplesmente desligar a TV: coisa que tenho feito com uma grande frequência. Diante disso, não sei bem o que sobra na TV aberta, ou se por acaso devo ser muito chata ou seletiva.

Não seria a primeira vez que me chamam de implicante: não gosto de BBBs ou Fazendas da vida; Gugu, Faustão, Eliana e mais um monte de coisas na lista, muito dificilmente vejo um programa de fofocas por mais que o tempo mínimo necessário para mudar de canal. Nesse caso, o que sobra?

Não sobra. Recolho-me a minha insignificância de minoria. O ditado diz “os incomodados que se mudem”. Acho que chegou a minha vez de me mudar. Deixar a TV de lado parece inevitável. Parece que pra mim este dia já está próximo, infelizmente.

Sim, eu ainda tinha esperanças. #YesWePray 

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(Imagem: skippyjon)

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4 comentários:

Teilor disse...

Aqui no RS a gente tem o Balanço Geral, o cara grita, se baba e as vezes usa perucas e umas fantasias, tudo isso em um programa 'jornalístico'

Lucas P. F. de Carvalho - Psick disse...

Sensacionalismo barato é uma desgraça, mas aqui no Brasil é o que mais prende o telespectador, na minha opinião, a baixa qualidade da programação tem a ver com a baixa exigência da grande maioria que assiste, muita gente acha que o Balanço Geral é um bom programa, que novela sempre tem que ter um final feliz, que acompanhar o que as pessoas fazem em reality shows é vital, e por ai vai.

Eu também não preciso comentar o fato de serem poucos os bons jornais hoje em dia, o próprio Datena é irritante e apelativo, não consegue passar uma simples noticia sem deixar bem clara e explicita a própria opinião, além de passar mais da metade do programa comentando um mesmo acontecimento.

A unica opção que nos resta é desligar a televisão.

Vinicius Chargel disse...

Eu gosto de assistir séries de humor do SBT, como "Eu a patroa e as crianças" e "Arnold". Meu foco é séries, também adoro "Sobrenatural" e "Todo mundo odeia o Chris". Tirando isto, a TV aberta é uma droga. Vale a pena comprar uma TV a cabo!

Severo Snape disse...

Você tem razão, realmente o tipo de jornalismo praticado no Brasil, é muito apelativo e influenciador, mas isso ocorre porque a população tem baixa escolaridade e exige menos.

Realmente a Tv aberta é um lixo, mas discordo de você, pois a TV Brasil, ou a TV Cultura as vezes salva a televisão, junto com algumas séries de outras emissoras.

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