O hype nem sempre é o melhor caminho
É, amiguinho… você quer criar algo. Provavelmente sua ideia é a de mostrar sua criação para o mundo, e de preferência, que sua obra tenha destaque e seja aclamada.
Mas o mundo é muito grande. E, na ânsia pelo resultado imediato, pensa em apelar para o velho e conhecido método hype, mas esse é mesmo o melhor caminho?
Primeiro, um pouco de material didático, afinal nem todos sabem o que significa o termo.
Hype é a promoção extrema de uma pessoa, ideia, produto. É o assunto que está "dando o que falar" ou algo que todos falam e comentam. Geralmente é algo passageiro, como o assunto da moda. (by Wikipedia)
É a técnica mais comum e mais antiga. Não se pode negar que também seja eficiente, porém também pode ser uma alternativa arriscada, especialmente se lhe falta intimidade com o tema em questão.
Intimidade pressupõe gosto, ou como um professor meu diria, tesão pelo tema (ui!). A falta desse tesão e a insistência nesse padrão de trabalho pode trazer consequências que não necessariamente são as almejadas. Pelo menos não acho que alguém goste de ser chamado de maria-vai-com-as-outras.
Nem todos os que se dispõem ao hype devem ser chamados assim. Lembre-se: tudo depende de como as coisas são feitas. Afinal, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
O peso da maioria e o sonho da relevância
Depois dessa filosofia de boteco, vamos ao que interessa. Há pouco tempo falei sobre como essa tal de relevância é subjetiva, sobre como números e maioria não significam que algo seja relevante, e o quanto isso tem a ver com gosto pessoal. É nisso que estou querendo chegar: o hype e o gosto pessoal.
O conceito de hype bate diretamente sobre a maioria, e a influência que ela exerce. Vivemos em sociedade e isso nos afeta diretamente. O que está na moda, o que todos usam, todos comentam.
E claro: o bicho homem, ou “cerumano”, vive em bando sociedade. Desse modo ele quer envolver no processo e fazer parte do grupo. Por que seria diferente na busca pelo sucesso?
E daí que você não goste? Tá na moda!
Muitos vão no embalo do que é o último grito da moda, inclusive quando estamos tentando ter o nosso próprio espaço, e dando destaque e repercutindo o assunto mesmo quando não é do nosso gosto. E acredite, o resultado não fica muito bom. É como vestir uma roupa que não cai bem.
As chances de alcançar o objetivo do sucesso (ou relevância, você decide) são bem maiores quando há o tesão pelo assunto. Sem isso, onde fica disposição de pesquisar e evoluir?
Não há nada de mal em se utilizar do hype como pauta, desde que haja um motivo. Não simplesmente o fazer porque todo mundo faz. Isso pode até funcionar, mas a exemplo de toda moda, um dia acaba. E mesmo tendo esse princípio, sobreviverá aquele que tem diferencial, ou faz com alma.
Diferencial ainda é importante, até mesmo quando o princípio é a última moda.
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2 comentários:
Estou gostando muito desses seus textos. Na minha opinião, o público da internet não procura apenas o assunto da moda ou o que mais gosta, mas sim um conteúdo bem produzido e apresentado.
Aderir a produzir e aprezentar ao púplico apenas o que está "na moda" parece tentador e ao mesmo tempo desafiador. Parece que você sente o cheiro de algo bem sucedido. Mas esse é o desafio - o público quer o que está na moda, mas bem feito. Não adianta escrever de qualquer jeito, uma opinião sem fundamento ou muito (muito, muito) menos (bem menos) copiar o que já foi escrito sobre o assunto. Os seus leitores, antes de sentirem o que você quis dizer com o texto, devem sentir o seu "tesão" pelo tema. O quanto você gosta e se desenvolve falando dele.
Sei lá... é isso o que eu acho. :)
Já pensei muito sobre essa parada de Hype e não vejo problema nenhum, nós só temos que fazer coisas que ninguém pensou em fazer. Cavar mais fundo, pesquisar, acrescentar mais informações que a maioria não acrescentou pra poder termos um destaque a mais.
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