Ah, o jornalismo de Carnaval…
(Imagem: Doing Media Studies)
O jornalismo praticado nesta época peculiar, apesar de cansativo e tedioso, segue o padrão que conhecemos habitualmente quando falamos em notícias: como os assuntos são sempre os mesmos, há a necessidade da busca pelo diferencial, com foco no inusitado e nos detalhes. Ah, e sem esquecer dos estereótipos a serem reforçados!
Um sinal de que a Internet é um lugar perfeitamente seguro para os antifoliões se isolarem e sobreviverem durante os dias de alegria exacerbada de 99,9% dos brasileiros. #NOT
Então… a folia está quase acabando, mas as pérolas do jornalismo típicas da festa são eternas.
E diretamente da home do G1, um exemplo clássico da luta pelo diferencial, pela informação exclusiva para furar seus concorrentes. Aprecie:
Bastante relevante, pra dizer a verdade. A matéria completa – acredite! - segue esse padrão. Até mesmo a foto tem TUDO a ver. A minúcia dos dados estatísticos também impressiona.
Tudo bem que relevância seja um conceito subjetivo, mas eu tive que rir.
Agora, temos uma tela que demonstra bem o espírito do carnaval, que há muito tempo tem mais a ver com mulher pelada (ou quase isso) que com festa e desfiles em si. Essa veio da página do Terra.
Admitam que o jogo de descobrir as donas das barrigas, ou a lista de destaques seminuas é altamente cultural. Cultura pop: isto é Brasil.
Enfim, não dá mais tempo de fugir pras montanhas, não é? O jeito é aturar.
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2 comentários:
É, eu não entrei em portais e pouco liguei a TV esses dias, mas só pelas manchetes dos feed de jornal que assino dá pra ver o nível de relevância em que a coisa se encontra!
Bom, ao menos estou desde sexta sem ouvir nenhum hit carnavalesco. Considero que a fuga foi bem sucedida. Ainda tem espaço nas montanhas e ainda dá tempo de correr!
Quando achamos que não existe jornalismo menos relevante do que o feito nas beiras de gramados em jogos de futebol, chega o Carnaval e nos mostra o contrário.
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