O que é mesmo uma vergonha, Bóris Casoy?
Eis que o bordão do jornalista Boris Casoy fez mais sentido do que nunca para o seu autor. Foi realmente uma vergonha, meu caro.
A informação chegou pelo twitter, e assim que vi pensei que talvez fosse uma montagem, assim como o Cleyton Torres, do blog Mídia 8 de tão amador que isso parecia ser. Além disso tal atitude vindo justo de alguém com tanta visibilidade parecia ser algo absurdo demais.
Só que o absurdo se confirmou com o passar das horas, quando o apresentador do Jornal da Band pediu “profundas desculpas” aos garis e telespectadores. Um pedido de desculpas tão breve e tão ridículo que me soou mais como um foda-se – com o perdão da palavra.
Isso não é um pedido de desculpas que se apresente. O que ele disse não foi uma frase infeliz como o próprio julga. Foi uma manifestação de preconceito de um ser que se acha superior, quando sequer merece tal mérito. Qual o seu motivo para se julgar dessa forma? Carreira? Conta bancária? Visibilidade? Profissão?
Grande coisa. Em apenas poucos segundos Casoy conseguiu detonar com a própria reputação e credibilidade. Justo aquele jornalista que parecia verbalizar a indignação do brasileiro frente aos problemas quando nenhum outro o fazia. O que restará agora?
Alguém como ele, com a sua reputação e profissão do qual se gaba tanto, deveria saber do valor das palavras e ao menos saber dosá-las. Ou guardar a própria opinião para si. Ou se não fosse em nenhum desses casos e ele estivesse no auge de sua pseudo-superioridade, soubesse que nem sempre os microfones estão desligados quando deveriam estar.
O que é mesmo uma vergonha?
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3 comentários:
Realmente, vergonhoso...
Nem tenho palavras para comentar..
Emanuelle,
Não consegui acessar o video e acabei descobrindo que foi removido do Youtube. O pedido de desculpas é bem sem vergonha pela empáfia como é feito. Tenho que concordar com o seu post. Soa como que escreveu.
Abraço.
Eu já disse isso antes e volto a dizer: tenho nojo de gente preconceituosa. Mas ele foi mais que isso, foi hipócrita. Onde está aquele homem que tanto respeitávamos pelo dom de transmitir o que o povo brasileiro sentia? Sempre foi uma farsa? Ou o poder lhe subiu a cabeça? Qualquer um dos dois mostra que ele não é digno o suficiente do posto que ocupa. Um jornalista, especialmente um âncora, deve ter respeito com todas as pessoas, até mesmo quando as câmeras de microfones estão (supostamente) desligados.
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