Meu surto nostálgico: Spielvan
Depois de um surto nostálgico, eis que estou aqui pronta para causar um surto em quem lê.
De vez em quando as memórias da infância surgem, e assim começa uma sessão nostalgia. Eu tive a minha há poucos dias, ao ler uma notícia sobre uma prótese de silicone para seios com efeito cônico – e cômico também. Mas o negócio foi tão estranho que um outro post foi inevitável.
Minha infância tipicamente anos 90 foi repleta de seriados da extinta rede Manchete. Assisti Jaspion, Black Kamen Rider, Jiraya, Changeman, Cybercops e outros. Curiosamente, o que me despertou a lembrança foi Spielvan, uma série alardeada pelas produtoras no Brasil como sendo Jaspion 2, e esse não era o caso.
Muita gente adora dizer que se tratava de uma imitação de Jaspion. Como nunca fui muito atenta ao seriado que dizem ser o original - aliás mal me lembro dele - pouco faz diferença o que falem. Eu gostava de Spielvan.
Aliás, eu poderia dizer mil coisas a respeito dessa série, mesmo sem ter assistido o episódio final e com lembranças reais de apenas dois – o trunfo de um VHS Top Tape não pode ser ignorado. Eu realmente era fã. E como brinquei disso quando era criança! Era muito fácil: para os garotos, só havia o Spielvan, ou Kenji Sony (Hiroshi Watari). Já todas as meninas queriam ser a pobre e sofredora Helen (Naomi Morinaga) e eu gostava mesmo da Diana (Jun Takanomaki ou também Makoto Sumikawa).
Ser do contra tem suas vantagens…
Spielvan: o herói. Helen: mocinha chorosa preferida das garotas e irmã do protagonista; e Diana: a decidida
Produzida em 1986, a história tinha um apelo psicológico imenso – quase uma novela mexicana - além de um visual incrível. Nem parecia coisa dos anos 80, embora os clichês desse tipo de série sejam mais do que visíveis: uniformes e armaduras ultra fashion, vilões superesquisitos, incluindo até mesmo uma versão carnavalesca da Hebe Camargo, além de sérias restrições orçamentárias, ou preguiça, pois sabe-se lá qual era a intenção em usar a armadura reserva de Diana para vestir Helen, quando ela finalmente entrou no jogo.
Rainha Pandora, ou Hebe Camargo versão nipônica e a reciclagem de uniformes para as mocinhas da história.
Mas, apesar de poder dizer esse monte de coisas, não o farei. Só pra não correr o risco de falar bobagem, pois pelo que eu pesquisei, a história é bem complicada,e a complexidade só faz crescer nos episódios seguintes. Quer dizer, lendo até que faz sentido, mas o que posso dizer já que nem o protagonista, Hiroshi Watari, entendeu o final da história?
Se quer saber mais sobre a série, recomendo:
Voltando ao meu surto nostálgico. Ele chegou ao ápice quando me dei conta de que lembrava da letra do tema em de abertura. Em português, óbvio.
Claro que o surto não parou por aí. Eu só lembrava do trecho exato da abertura, e aí veio a curiosidade pra saber o que vinha depois disso.
Foi aí que veio a graça da coisa.
O Guerreiro do Tempo! (Dinkuu Senshi Spielvan)
Jamais irei desistir, nunca vou me acomodar,
Eu luto, eu brigo, eu tenho vontade, sempre de manter a paz!
Quando um grito corta o ar, sinto o meu sangue pulsar,
Lá vou eu de novo à ponto de explodir!!
Vou querer, desfazer, os segredos,
Acalmar, acabar, com o medo,
Toda a vez que o mal é uma ameaça para qualquer um...
Suavemente vou voar, transformando vou crescer,
Pra minha força aumentar, eu só preciso lutar!!
Os inimigos vão fugir, senão os vou destruir,
Milhares, milhares de vezes não canso de os percorrer,
Se o mal sempre voltou, o bem tem que sempre vencer,
Eles que se atrevam pois estou sempre aqui!!
Vou querer, defender, o segredo,
Acalmar, acabar, com o medo,
Toda a vez que o mal é uma ameaça para qualquer um...
Sou guerreiro Spielvan, a vitória é meu ar,
Sempre que precisar, suavemente vou voar!!
Vou querer, desfazer, os segredos,
Acalmar, acabar, com o medo,
Toda a vez que o mal é uma ameaça para qualquer um...
Sou guerreiro Spielvan, a vitória é meu ar,
Sempre que precisar, suavemente vou voar!!
Foi impossível não rir dessa música. Estou falando da segunda parte. Digna de herói, especialmente a modéstia, pois o forte do cara é humildade, adrenalina, violência e sem esquecer a indecisão já que não sabe se desfaz ou defende o segredo… enfim, transformaram a segunda parte em algo tão insano quanto a série.
Esse negócio de versão brasileira sempre dá em algo do gênero. Será que o original também era assim?
E aí? Você conhece Spielvan ou sou a única com a memória jurássica por aqui?
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1 Comentário:
Eu assistia Jiraya apenas, não sei se spielvan passou na mesma época, pois eu não lembro. (eu ja era MUITO pequeno na época do jiraya)
Só sei que ano passado, baixei os episódios de Jiraya e tive um ultramegamaster momento nostálgico '-'
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