quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Spam religioso NÃO!

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image Se tem algo que me irrita profundamente no que chamamos de vida real, é a insistência da crença religiosa como padrão de normalidade. Uma coisa é ter seus dogmas e sua fé, e outra completamente diferente é insistir com que outra pessoa acredite e compre tal fé ou gosto.

Garanto que não só eu se irrita quando seguidores de alguma religião cismam com a sua cara e tentam a todo custo te converter para a sua Igreja. Não estou falando de uma religião específica, pois todas elas tem algum fiel pouco mais entusiasmado, por assim dizer. Estou falando de pessoas que acabam manchando a própria idéia devido a tanto entusiasmo.

E existem quem, como eu, que atraia esse tipo de pessoa. Não sei se é algum imã, ou se existe algum radar que detecte indivíduos sem religião ou de pouca fé em entidades superiores. Sempre haverá um entusiasta divulgador de idéias ao seu lado, ou te perseguindo, em uma hipótese bem mais real do que você pode imaginar. Afinal os pregadores estão em todo lugar: meios de transporte público então… é o legítimo SPAM.

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Se na vida real - sei que real é um conceito muito relativo, mas você sabe do que estou falando - isso já é chato, imagine ser obrigado a se deparar com isso na vida virtual?

 

Eu não mereço tanto! 

Não estou apenas falando na blogsfera, onde postagens céticas atraem pessoas de fé para fazerem comentários sutis, te aconselhando a igreja sob pena de arder no mármore do inferno em caso de recusa. E claro que a religião certa é sempre a deles, óbvio…

Também estou falando do Orkut, que se tornou uma arma em potencial ao alcance dos entusiasmados fazedores do bem. O mural de scraps é invadido por bravos missionários com sábios aconselhamentos misturados com uma boa dose de auto-ajuda, tornando o seu repertório muito mais rico, e mais eficiente…

Eficiente em achar tudo mais piegas, enjoativo e massacrante. Tão aborrecedor quanto o Spam do Gmail, com suas propagandas de Viagra e produtos para aumentar o pênis ou  perder peso e desenvolver corpinho sarado enquanto dorme.

Fica aqui o recado:

Eu não quero fazer parte da sua igreja, não estou interessada nas idéias de auto-ajuda, se eu quiser ler as palavras do livro sagrado eu mesma o procuro e até onde sei, esse mesmo livro fala sobre o livre-arbítrio.

E não adianta dizer que vou para o inferno. Livre arbítrio, lembra?            

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4 comentários:

eduardomps disse...

quanto mais a gente muda de rede social pra tentar fugir dessas pragas, mais delas surgem e invadem... tem horas que dá vontade de responder o que elas merecem ouvir, só pra ver a cara de "mas que afronta!" que essas salsas fazem.

uhugalera disse...

Hi, Manu...

Infelizmente estamos sujeitos a este tipo de coisa. Não que ache natural, normal... Enche, mesmo, o saco, é verdade!

E o pior é que, quando explicitamos nossas opiniões, sempre aparece algum "pregador de merda" pra querer encaminhar-nos ao "fogo eterno."

Que seja assim, pois! Lá deve ser bem quentinho, né? rsrs

[]'s @inaciorolim

Anunciação disse...

Se eu tivesse certeza que um cartaz desse daria resultado,até faria um esforço mental pra colocar em meu blog;infelizmente aí é que proliferam essas coisas.Boa sorte.Ah,achei ótimo o "livre arbítrio,lembra?"

blaster-blog disse...

Olá! Bom post!

Sempre acreditei que cada um tem a sua religiosidade, por que afinal acredita em algo, nem que seja apenas uma opinião ou sentimentos. Todos tem sua própria religião.

Empurrar crenças é tão ridículo quanto convecer alguém que o mundo é achatado.

E como diria John Lennon...

"Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too"

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