terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A jornada de uma leitora: Lua Nova

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Bom, eu sei que estou atrasada nesse quesito. Alguns devem ter pensado que eu havia desistido da operação Crepúsculo, afinal passei um tempo considerável sem falar no assunto.

Não é novidade pra ninguém que tenho problemas para ler na tela de um computador, e que ainda gosta – e muito – de livros e papéis. Isso, somado ao fato de que as versões digitais da saga não primavam pelo bom português não era algo que animava muito, mas ainda sim tentava ler, com sacrifício.

Mas, os meus problemas acabaram! Adivinhem:

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Não foi nenhuma editora e nem nada do gênero, ok? Simplesmente ganhei os livros como um presente antecipado. Agora, não tenho desculpas para não prosseguir com a minha leitura.

Isso aconteceu no dia 20.

Dia 21 eu li Lua Nova.

Hoje, manhã do dia 22 estou escrevendo esse post.

Sim: eu li Lua Nova em um dia. Acreditem se quiser: se quiserem mesmo, pois nem meus pais acreditam muito. Só levam fé porque me conhecem.

Afinal, não é a toa que o meu apelido na faculdade era flipbook

Então, vamos ao que interessa, se é que interessa a alguém.

 

Review de Lua Nova

 

Primeira consideração: acho que já devo ter falado isso antes, mas um livro narrado inteiramente na 1º pessoa é algo extremamente enjoativo. A medida em que eu lia, eu juro que a minha mente queria transformar aquilo em uma narrativa em 3º pessoa. Eu me policiei muito para que isso não acontecesse.

Questão de hábito? Talvez. A questão é que acho uma narração em 3º pessoa mais rica, mas tudo bem. Questão de gosto. De qualquer modo o jeito que a Meyer escreve é envolvente, não importando se está longe de um nível de clássicos literários.

Mesmo porque os mais vendidos não precisam obrigatoriamente ter linguagem e ser erudito bastante para ser um clássico. Esse tipo de comparação não cola.

Mudando um pouco o foco, mas nem tanto, o jeito de escrever da autora melhorou, embora ainda tenha descrições realmente exaustivas de acompanhar. Claro que a narração no ponto de vista da Bella piora tudo. Seria bem melhor o narrador onisciente, pois o seu detalhismo teria uma boa razão pra existir.

Quanto aos personagens, acho que muita gente já deve ter falado isso antes. Mas se uma menina fã de Crepúsculo basear seus futuros relacionamento, entendendo Edward e Bella como um casal modelo, certamente terá problemas.

Estou falando sério. A garota parece mais um cachorrinho atrás do cara. O cara é pedante, centralizador, dominador. Digamos que ele tenha realmente um fundo psicológico e cronológico pra isso, mas não é um relacionamento onde haja igualdade de condições. Ela parece apenas um brinquedo! Não é a toa que sua auto-estima está tão baixa.

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Grrr…

Tudo isso e mais o aspecto de que ele se mostra protetor, cavalheiro e sem esquecer o fato de ter borogodó. Talvez fruto do charme do seu topete secular que ameaça o reinado de Johnny Bravo.

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Pior é imaginar que deve tanta menina crendo nisso como relacionamento perfeito.

E se eu tivesse diabetes, seria seriamente prejudicada com a leitura. É que tem passagens em que o mel escorre do livro. Piegas.

- Antes de você, Bella, minha vida era uma noite sem lua. Muito escura, mas havia estrelas… Pontos de luz e razão. E depois você atravessou meu céu como um meteoro. De repente tudo estava em chamas; havia brilho, havia beleza. Quando você se foi, quando o meteoro caiu no horizonte, tudo ficou negro. Nada mudou mas meus olhos ficaram cegos pela luz. Não pude mais ver as estrelas. E não havia mais razão para nada. (p. 366)       

Sério… isso foi triste.

E Jacob: ele teve bastante espaço dessa vez. É um cara legal… boa alternativa para uma garota que só atrai tipos problemáticos. Melhor que o nosso vampiro purpurinado pelo menos. Não me chame de hater por isso, só estou falando a verdade. Sou bem tolerante com distorções em lendas e histórias, mas tem coisas que não dá pra ignorar…

Agora, é passar para o próximo livro… Eclipse já está me olhando com aquela cara de me lê, me lê, por favor, por favor, diz que sim, o que custa, siiiim?

Estou ponderando sobre quanto tempo deve passar até que eu comece a ler outro livro. Veremos por quanto tempo resistirei a este apelo tão cruel.

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3 comentários:

Vem com o Pai aki! disse...

Eu não li nenhum dos livros, mas lembro que a primeira promoção que fiz no proibidoler foi presenteando na epoca o ganhador com os 3 livros agora são 4. Tiro minhas conclusões pelos filmes que fui intimado a ver com a namorada que nada mais é que uma releitura de romeu e julieta pra mim não pasarra disso. Agora a purpurina e ruim de engolir ô se é!

Rodox

Lucas P. F. de Carvalho - Psick disse...

Fãs apaixonadas de Crepúsculo tomando Bella e Edward como o casal perfeito, isso é hilário.
A maioria dos adolescentes hoje em dia são idiotas, então vamos dar um desconto.

Crepúsculo provavelmente nunca vai chamar a minha atenção, assisti o primeiro filme já sabendo por tudo o que me esperava, mas tenho que admitir que me assustei com as "distorções em lendas e histórias" que a autora impôs, vampiros brilhando a luz do sol... Mas o que é isso...

Resumindo, eu nunca tinha ouvido ninguém falar de um enredo que não envolvesse o sentimento entre Edward e Bella, e como eu não fui com a cara de nenhum dos dois... Bem, ler algum livro ou assistir qualquer filme esta fora de cogitação para mim.

Renata Luna disse...

Ok, lá vamos nós. Lua Nova quase me fez desistir da saga. A depressão e melancolia de Bella, juntamente com suas atitudes impensadas e sua fixação doentia por Edward, a ponto de ela não querer mais nada da vida além dele, realmente me irritaram. Mesmo Jacob sendo o "par romântico" de Bella no livro, acho que ela merece mesmo Edward... se ela aguenta o jeitão possessivo dele, né?

Jacob não me agrada muito. O achei muito petulante depois de se transformar em animal. Antes ele era um rapaz agradável.

No quesito mel que escorre do livro, devo confessar que gosto. É algo que me agrada justamente por ser algo diferente da realidade. Sou casada e como todos os relacionamentos reais, não somos perfeitos. O vivenciar um amor tão expressivo e supostamente perfeito através de páginas de um livro pode ser uma boa alternativa. Sabe? Suspira, acha lindo, e volta pro mundo real, onde o amor, o carinho, o companheirismo e o zelo existem, mas não necessariamente nos mata de diabetes.

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