A jornada de uma leitora: Amanhecer
Aposto que vai duvidar, mas acredite se quiser: eu terminei de ler Amanhecer: o quarto e último livro da saga Crepúsculo. Um tijolinho com módicas 567 páginas.
E o que dizer dele? Bastante coisa.
Review de Amanhecer
Logo depois de terminar Eclipse, comecei a ler Amanhecer. Questão de horas mesmo. Na verdade essa nem era a pretensão. Meu plano inicial era conferir a estrutura narrativa do livro. Assim como eu esperava, o último livro da saga foi divido entre a ótica de Bella e Jacob.
Sinceramente penso que nesse ponto a Meyer fez uma cagada – com o perdão da palavra. Entendo que ela tenha escolhido Jacob para resolver os problemas do personagem e para falar mais sobre o universo das matilhas. Só que, por mais interessante que uma narração dele possa se, a história torna-se confusa e foge da proposta inicial.
Sim, essa blogueira teimosa continua crendo que a narração em 3º pessoa seria a mais adequada para a saga, mas como não é esse o caso, o livro deveria ter continuado na proposta inicial – tudo sob a ótica (limitada) de Bella. Se não fosse este o caso, mas Meyer desejasse narrar em 1º pessoa, que em todos os livros os capítulos fossem narrados sob o ponto de vista dos três protagonistas.
E nem digo espaços iguais já que em Lua Nova o Edward seria muito prejudicado. Mas que cada um pudesse ter o espaço que lhe coubesse na trama. Talvez ela tenha dificuldades em escrever sob o ponto de vista do topetudo.
Passando para outro ponto, devo dizer que, quando Amanhecer foi adaptado para o cinema, provavelmente se transformará em filme de terror. Daqueles que o Vaticano condenará, assim como os religiosos entusiasmados de qualquer fé mais próximos de sua casa. Tudo isso por causa da gravidez de Bella e do parto de sua filha Renesmee. Digno de filmes como O Exorcista ou as carnificinas de qualquer seqüência de Jason.
E como Bella ficou melhor depois de se transformar em uma vampira! Como se ela tivesse nascido para ser uma sanguessuga. Foi interessante descobrir que finalmente a personagem foi capaz de encontrar seu lugar. Bom pra ela e pra mim, que não aguentava mais aquela depressão de amor impossível e a presepada de sempre.
Oi? Tá falando de mim? Vai encarar?
Agora, é estranho perceber como Stephenie Meyer leva o leitor na maior curiosidade, dando a entender que virão cenas de ação e, e… nada acontece. Nada de ação, nada de nada. Tudo fica por ali mesmo. O máximo de ação que deu pra perceber o foi a entrada triunfal de Renesmee na história, já que a cena era realmente dantesca.
Nada de ação? Mas e a cena com os Volturi?
Loooongaaaaa… lenta e quase que levada na barriga. Sem contar o excesso de personagens vampiros que surgiram para testemunhar, e do repentino desaparecimento de outros que chamaram a atenção mas ficaram perdidos no meio do caminho, como Leah e seu beco sem saída genético ou a lobisomem mulherzinha como ela mesma se referia.
E, como era de se esperar, happy end para os pombinhos – ou seriam morceguinhos? – e a família que construíram. Felizes para sempre e sempre mesmo.
Nada diferente do esperado, não é? Aliás, quem esperava por outra coisa? Estamos falando do público alvo de meninas de, vamos chutar: uns 13 até 18 anos? Bem na fase cor de rosa da vida.
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2 comentários:
Depois de ler Eclipse eu tinha uma boa expectativa para Amanhacer. Li numa entrevista americana que quando ela foi contratada, tinha uma cláusula no contrato que a obrigaria a escrever mais 3 livros em um certo período de tempo, e não há nada que atrapalhe mais do que pressão. Sem querer defender as cagadas (em suas palavras) que ela cometeu nesse desfecho. Gostaria de ter visto uma verdadeira guerra, mas acho que o máximo de sangue que tivemos foi no parto de Renesmee e quando Bella saiu pra caçar pela primeira vez.
Honestamente tenho medo do que possa sair no filme. A mudança do água com (muito) açúcar para um parto violento como aquele exige um roteiro muito bem trabalhado, do contrário vai virar um péssimo filme de terror, daqueles que a gente ri das cenas mal escritas. Deve ser por isso que tem um ano de negociações e nada é decidido.
Eu já tinha gostado do amadurecimento de Bella em Eclipse e nesse último, foi muito melhor. Acho que foi o que deixou boa parte do livro interessante. Foi bom ver como existem escolhas e atitudes pra todos os gostos. Edward se sentia incomodado com vampiro, já Bella se encontrou. No mínimo intrigante.
Acho que Meyer limitou a narração a Bella e Jacob porque já tinha como projeto lançar o livro com a versão de Edward. Uma pena que ela não continuou. O que li na internet desvendava muito o jeito meio esquisito de Edward e os pensamentos obscuros de outros personagens pelo dom de ler mentes dele. Para pessoas curiosas como eu, foi ótimo!
Renata Luna Foi tanto sangue naquele parto que Amanhecer corre o risco de virar filme de terror!
O amadurecimento da Bella e seus poderes foram sem dúvida a parte legal do livro, mas pra mim, assim como foi pra você, Eclipse é o melhor.
Mas pontos de vista de Edward seriam sem dúvida o diferencial. O potencial da ótica dele para a narração era imenso!
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