sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Do gosto pela música, e desventuras com músicas-chiclete

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Photoxpress_2581977 Quando eu era criança, não entendia a fascinação das minhas primas adolescentes por música. Era mais uma daquelas coisas que sempre me intrigaram: o que havia de tão interessante naquilo que elas ouviam de forma quase compulsiva?

Estou falando dos anos 90, do monstruoso walkman - tendo em vista o tamanho dos tocadores de músicas atuais – das fitas cassete e do início dos CDs. Uma época onde ser fã era pouco mais complicado, já que era preciso tempo para ouvir as rádios e gravar as músicas, tomando todo o cuidado para não perder alguma música anterior ou posterior caso estivesse reaproveitando a fita em questão.

Uma época que parece ter sido há milênios quando pensamos na atual geração com seus tocadores digitais, com um tamanho mínimo e um estoque quase inesgotável de música. Pense que o tempo de duração de uma fita servia para quinze ou vinte músicas, enquanto hoje... bom melhor nem entrar em detalhes.

image_thumb[1]

Fita Cassete em uma versão que ainda pode ser encontrada nas melhores R$ 1,99 do ramo

 

Mas, voltando ao assunto. Eu era uma criança. E hoje, nos meus vinte e algo de idade, tornei-me fã de música. Tão fã que ainda peguei parte da época das gambiarras, quanto a escutar rádio para gravar fitas, e também me surpreendo em descobrir quantas músicas meu modesto MP3 de 1GB é capaz de carregar. Sem contar quantos fones de ouvido não suportaram a caminhada e ficaram pelo caminho… malditos fones vagabundos!

Lá no meu MP3 estão as músicas que estiveram em minha infância e continuam na minha memória, e outras que vieram depois ao longo da vida… dos comerciais de coletâneas da antiga Globodisk ou dos vídeos do Youtube. E agora, sofro também com as desventuras das músicas-chiclete.

Sim, é só um termo para referenciar aquelas músicas que não necessariamente dizem alguma coisa, na maior parte das vezes sendo nada com coisa nenhuma, mas que tem um refrão grudento e tocam nas rádios de forma incessante. Coisas que também necessariamente são do nosso gosto mas que grudam de uma forma nojenta.

  1. Qualquer coisa do funk.
  2. Qualquer coisa de axé (Que o diga Ivete Sangalo…)
  3. Qualquer coisa do forró. (O que pensa que eu sou / Se não sou o que pensou, me libera, não insista, /vai viver um outro amoooooor…)
  4. Praticamente qualquer coisa do Back Eyed Peas ou da Fergie. (uma das músicas foi mencionada no blog Fora de Órbita em Tenho a sensação / de que essa é a pior música do mundo)
  5. Qualquer coisa do J.Quest
  6. Bandas emo brasileiras em geral.

 

Casos especiais

  1. Vem pra cá – Papas na língua (não diz grande coisa, um refrão com intenções de motivação e lobotomia, mas que a voz do cantor e o bom arranjo causa essa reação chiclete e sem contar que faz parte da trilha sonora de Viver a Vida. E, preciso admitir que gosto dessa música #prontofalei)
  2. Looking at my girl – Double You (essa não diz nada que faça grande sentido, mas essa música está na minha cabeça ha tempos, e mesmo seguindo quase todos os requisitos da música chiclete, essa fez parte da minha infância e ouço com gosto)
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6 comentários:

Richard disse...

Música é um troço louco. Sou amante dessa arte, mas é complicado definir gosto, qualidade e vontades de escutar.
Já fui fã de nirvana, mesmo quando o Kobain manda Polly comer biscoito, mas é gosto, às vezes desgosto!

Mas enfim, quero no meu quarto uma vitrola e quero escutar meus discos que estão no limbo.

Fernando disse...

Double you? Dúvido que tu tenha 20 e poucos anos. :)

TD1 Foto Presentes disse...

Nossa, Doble You foi boa heim!! Eu nem lembrava mais!!
Mas ouvi com certeza!! rsrs
Abraços.

Ana Magal disse...

Putz... nem me lembre os cassetes... Mas os meus tempos eram os saudosos 80... e não 90, onde eles já estavam chegando em seu final.

Ainda tenho 5 caixas cheias com todos eles. Tema? Variados... Tem de tudo um pouco (menos forró e axé, o resto tava valendo, rss).

Putz... 20 anos com Double You? tá enganando quem? rsss Eu já passei dos 30 hahaha

Beijocas!
Adorei o post!

Lucas P. F. de Carvalho - Psick disse...

Eu gostava um pouco das musicas do Black Eyed Peas até ouvir "Meet me halfway", eu juro que não suporto ficar ouvindo a Fergie naquilo, ela geme a musica inteira, da vontade de vomitar, e o pior, a musica é um chiclete no cabelo, ela gruda completamente em você.

Agora, o que eu realmente não suporto ouvir: Sertanejo, Musicas emo brasileiras.
Eu não entendo o sertanejo, é uma musica que valoriza demais o amor e a alegria, existem outros assuntos além destes, as musicas são repetitivas e dificilmente você identifica uma dupla de outra.
Musicas emo brasileiras, vamos dizer que eu nunca ouvi algo que não tivesse a ver com amor nessas musicas, totalmente dispensáveis e grudentas.

Sobre Calypso, faço de Portuguesa as minhas palavras: "Esta tudo errado, desde o figurino até as musicas."

Eu sempre me considerei uma pessoa eclética, depois de ler esse post mudei completamente de opinião sobre isso, meus gostos ficaram cada vez mais restritos e hoje eu não ouço muita coisa. XD

eduardomps disse...

aleluia irmã! finalmente alguém que concorda totalmente comigo... e eu com meus 21 tenho tb minha cota de fitas guardadinhas da infância aqui hahaha

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