sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Viver a Vida: arrogância, genética e quem sabe, redenção?

Hoje li um post muito interessante no blog do Jorge Brazil. Falava sobre suas impressões quanto Viver a Vida, e, mais especificamente, sobre a personagem Tereza.

No texto Jorge mostra sua decepção com Tereza, interpretada por Lília Cabral. Não por algum problema no desempenho da atriz, mas por seu jeitinho arrogante e autoritário.

Tereza, de Viver a Vida, me irrita muito. Pronto, falei!

Assisti ontem a cena de Viver a Vida, em Marcos (José Mayer) contou a Tereza (Lilia Cabral) que Luciana (Alinne Moraes) havia sofrido um acidente. E pasme! Eu não me emocionei. Acho que por culpa da própria Tereza. Tinha uma expectativa muito grande para esse momento. Pensei que fosse morrer de tanto chorar, mas isso não aconteceu. Pelo contrário: eu fiquei irritado. Tem algo na Tereza que me incomoda muito. Uma arrogância, um autoritarismo… (continue lendo)

Tereza é uma mulher com um ou dois motivos para ser do jeito que é. Não que seja uma razão obrigatória para empurrá-la para tal caminho, mas serve para justificá-la ainda que minimamente. O fato de ter deixado sua carreira de modelo, atendendo a um pedido/exigência de seu marido. Da infidelidade desse mesmo homem e do fim desse casamento, apesar de ela própria ter pedido o divórcio. Seu currículo de frustrações é imenso, e isso deve ser levado em consideração para entender sua personalidade.

imageAmarga, frustrada, rancorosa e autoritária: mas não adepta do vilã de novela mexicana style

 

O problema é que há consequências: os genes que se perpetuam.     

E esse é o núcleo da novela que comprova a existência da genética.

 

A genética existe

image

Mia, Isabel e Luciana: comprovando a força do sangue (ou não)

Luciana é a cópia fiel de sua mãe: a moça é arrogante, autoritária e mimada. Se Tereza tem um atenuante, de que circunstâncias da vida a tornaram amarga, não é o caso de sua filha. A modelo é jovem, mas já é tão ou mais insuportável. Além dos traços de sua personalidade, a modelo parece ter sido educada para assumir tal postura. No caso da garota, a trama promete uma grande reviravolta, mas como é de se esperar, o caminho é longo. 

Isabel (Adriana Birolli), a outra filha de Tereza é ainda pior. O veneno presente em cada palavra atinge qualquer pessoa que esteja em seu caminho, especialmente sua irmã mais velha. Isabel é invejosa, e, pelo que parece não mudará sua atitude e se sensibilizar nem mesmo quando Luciana fica tetraplégica. Se ela tem ciúmes da atenção que sua irmã recebe, a tendência é piorar, já que definitivamente, todas as atenções se voltarão para Luciana.

Ali, só se salva Mia (Paloma Bernardi), mas por razões óbvias. A jovem é adotada, mas por sorte não teve sua personalidade contaminada pela convivência (pelo menos ainda). Um ponto de apoio? Uma esperança? Talvez. Um pouco de leveza no meio de um clima tão pesado.       

 

A dúvida.

Se Jorge Brasil tem dúvidas quanto à emoção que Tereza é capaz de passar, minha dúvida é quanto à humanidade. Ela seria capaz de ser uma pessoa melhor? De ser um pouco menos arrogante?

Luciana, de acordo com o que já foi publicado em outros veículos de mídia, passará por esse caminho. A insuportável, terá uma nova situação lhe fornecerá um motivo e tanto para usar sua agressividade. A diferença, é que será em prol de si mesma.

Manoel Carlos está prometendo coisas e tanto para Tereza: não apenas o sofrimento, mas também um pouco de alegria: um envolvimento amoroso.

Será que esses acontecimentos são capazes de aplacar tanta frustração?

É esperar pra ver.

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2 Comentários:

Fernando disse...

"Tereza é uma mulher com um ou dois motivos para ser do jeito que é. Não que seja uma razão obrigatória para empurrá-la para tal caminho, mas serve para justificá-la ainda que minimamente."

Exato. A postura da personagem é proposital. Não gostar de uma personagem propositalmente irritante é a mesma coisa de não gostar de um excelente vilão por ele ser mau.

By the way, a Lilia Cabral é BRILHANTE.

Srta.Lua disse...

Olha, eu não curto novela, mas de vez enquando faço companhia pra minha mãe.Lilia Cabral, como vilã é fantástica, curti muito quando ela foi vilã em páginas da vida (A Mãe da jovem nanda). Em questão de genética, bem não sei, mas na minha cidade existem muitos casos isolados de pessoas de famílias com (gênio terrível) que foram adotadas por pessoas com bons princípios, cresceram e se tornaram ótimos cidadãos. e tem aqueles que tem ótima família e se tornou um FDP (desculpe a sigla). Então eu me pergunto, genética é tudo? #dúvida cruel

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