segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A leitura da saga Crepúsculo: uma pausa para observação.

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Não, não estou aqui pra falar sobre Lua Nova. Este é apenas um post de observação no meu diário de leitura.
É que nessa minha saga como leitora da série Crepúsculo, acabei percebendo uma outra coisa que provavelmente outros já devem ter percebido quando se trata de leitura de arquivos digitais.  

Apesar de gostar muito do caráter democrático da rede, costumo ser retrógrada quando se trata de livros. Não que eu ache algo negativo ou coisa do tipo. Simplesmente vejo com desconfiança: não acho que todos os arquivos digitais sejam cópias fiéis do livro em questão.
 
Com essa minha jornada pelos livros da moda, e pela pura e simples necessidade de um pouco de literatura, acabei cedendo ao conforto e a democratização da cultura nesse ponto, pude comprovar que minha desconfiança não está tão longe de ser real.
 
Encontrei várias diferenças entre a edição impressa e o meu arquivo digital de Crepúsculo. Duas delas eu posso comprovar com a ajuda de duas pequenas notas que fiz no Evernote, e de uma prima que – por alguma coincidência do destino – está aqui em visita e trouxe o primeiro exemplar da saga.
Digital: […]Hoje os olhos dele tinham uma cor completamente diferente:um ocre estranho,mais escuros que Whisky, mas com a mesma tonalidade dourada.
Original: […]Hoje os olhos dele tinham uma cor completamente diferente:um ocre estranho,mais escuros que caramelo, mas com a mesma tonalidade dourada.
Pra quem leu o post anterior, esse trecho é familiar. Destaquei-o como um exemplo de descrição estranha. Certamente ela continua sendo estranha, porém uma palavra fez uma grande diferença.
 
Outro trecho que me chamou a atenção:
Digital: E se a família dele estivesse lá? Eu senti uma onda de terror verdadeiro. Eles sabiam que eu sabia? Eu deveria saber que eles sabiam que eu sabia, ou não?
Impresso: E se a família dele estivesse ali? Senti uma onda de puro terror. Será que eles sabiam que eu sabia? Deveria eu saber que eles sabiam que eu sabia? Ou não?
Tudo bem que seja um exemplo esdrúxulo de todo jeito. É uma tentativa estranha da autora de fazer humor. Só que a mudança de poucas palavras já faz uma frase ter diferentes sentidos, parecendo melhor construída ou não.
 
E vamos admitir que as edições impressas são revisadas. As chances de erros grosseiros e frases muito mal construídas cai consideravelmente. (Não, não vou falar de Paulo Coelho).
Isso não vai me fazer acreditar que Stephenie Meyer escreva obras de arte. Até o momento, continuo com a idéia de que certas inversões no mundo dos vampiros me soa muito estranho (só aquela de os sanguessugas brilharem à luz do sol, ok?), além do fato de a protagonista ser muito chata. Quanto ao livro em si, continuo acreditando que a narração em 1º pessoa só ressalta a chatice de Bella e que as descrições em geral são macarrônicas. 
No mais, continuo com a minha jornada, empenhada em ler a série de livros que causou tanto furor e barracos no mundo virtual. Em breve, volto para falar de Lua Nova.
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1 Comentário:

Renata Luna disse...

Eu também li alguns livros na internet (não só da Saga Crepúsculo), mas as traduções são lamentáveis. Acabei deixando porque não aguentava ficar decifrando algumas pérolas. Quem sabe um dia eu volte - a secura, ou a crise!

Abraço!

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