quinta-feira, 2 de julho de 2009

Sobre livros, literatura e gosto pessoal.

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Navegar pela internet é uma experiência rica em todos os sentidos. E a amplitude da informação é tão grande que exige paciência e tolerância. Home_Photo_books
Na rede, nós nos damos conta da amplitude de opiniões que encontramos. Coisa que talvez não nos déssemos conta em uma  típica conversa no grupinho de amigos… e aí que entra a maturidade.
Acessando o orkut, encontrei uma comunidade chamada “Eu odeio escritor bagaceira”. Ok, eu também odeio escritor bagaceira, mas tenho alguns critérios para achar isso, mas alguns nomes descritos nessa comunidade me chamaram a atenção.

Paulo Coelho, Daniele Steel, Dan Brown, Sidney Sheldon, Stephen King, Anne Rice, Nora Roberts e Zibia Gasparetto. Ou seja, os best-sellers.
E a coisa não pára por aí: na lista de discussões colocaram no meio os autores Khaled Hosseini (O Caçador de Pipas) e Markus Zusak (A Menina que Roubava Livros).
Agora, eu gostaria de saber por que os best-sellers são os alvos? Só por que vendem? Se eles vendem, se o autor não morre de fome ele não é bom o suficiente?
Tudo o que faz sucesso tem que ser execrado como coisa da massa, como se isso fosse uma ofensa?
Ou talvez porque a literatura deixe aquela aura romântica daquilo que é concebido como arte. A partir do momento que fazem sucesso viram populares ou comerciais esses livros deixam de ser arte?
Tudo bem: odiar Paulo Coelho é um esporte nacional, talvez isso seja um dos charmes para a leitura, mas não é o caso de certos autores.
Há pessoas criticando e julgando o autor em si sem sequer ler uma obra que seja, impondo gostos pessoais como se fossem verdades absolutas. Dizem que esses autores são de “leitura fácil”, que nem chegam a um nível mediano.
Sinceridade: literatura é bem mais que clássicos universais e livros de vestibular. Boas histórias valem mais do que um preconceito sobre o autor, simplesmente por motivos que parecem vazios. Ou uma síndrome de intelectuais que usam uma suposta maturidade, para imporem seus gostos de forma arrogante.
Ser crítico envolve também flexibilidade, argumentação. Não somente aquilo que possa se chamar de teimosia, ou rabugice.

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Postado por Emanuelle Najjar, jornalista.   
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3 comentários:

Anônimo disse...

Olá, sou da comu jornalistas blogueiros e concordo com você, nem todos os livros que são best-sellers são ruins e autores como o de O caçador de pipas foi crucificado por muitos injustamente. Não concordo que o critério para se avaliar um bagaceira passe por aí, mas mas mas... infelizmente, sabemos que o mundo está cada vez mais nas mãos de quem sabe fazer um bom comércio e acontece que muitos destes títulos só estão no ranking de melhores, porque seus autores tiveram um suporte mercadológico maior do que, muitas vezes, um bom autor pode bancar. Daí vem a rixa. Mas que não deve cair em preconceito. É sabido que Paulo Coelho só se colocou muito bem no mercado por causa de sua eficaz agente literária, porque cá pra nós, o nível de seus livros são baixíssimos. Enfim, é isso. E, a propósito, o best-seller Comer, rezar, amar é muito bom, leia! Apesar de ser best-seller, rsss... Mas fica na área do entretenimento e não do da literatura, claro! Leia e entenderá por quê.
Abraço!
Heloísa_ X (Isa)

Luiz dreamhope disse...

Não sei se gosto de Paulo Coelho pois nunca li um livro dele, mas as obras dele não são de meus melhores gostos. Mas eu pego a boiada nesse esporte nacional também. XD Se for escritor nacional, prefiro pegar um de fantasia que até mesmo não seja reconhecido, pois popularidade não significa exatamente qualidade. O ruim mesmo são os preços dos livros desses escritores que são na maioria salgados.

E francamente, ofenderam Dan Brown e Sthepen King. Tá, leio mais coisas na net do que livros mesmo. Mas li Fortaleza Digital e Ponto de Impacto. E do King só li metade da Zona Morta, o livro tava em condições ruins e a poeira... E o começo do volume da Torre Negra.
Mas são ótimos escritores.

Emanuelle Najjar disse...

Heloísa: Com certeza, o Khaled Hosseini foi injustiçado nessa história. E o engraçado era que, quem criticava ele sequer tinha lido um trecho do livro. E,eu uma vez comecei a ler o "Comer, rezar e amar", mas tive que parar porque estava na época do meu TCC. Eu estava adorando o livro, e com certeza é puro entretenimento. Ainda vou lê-lo completo!!!

Luiz: aqui em casa tem "O diário de um mago", mas nunca me interessei por ele. Uma vez dei uma olhada em "Verônika decide morrer", mas foi muito rápido. Também não estou apta a falar dele. Também achei uma ofensa com o Dan Brow e Stephen King. Do Brow eu li quase todos (a não ser que tanham lançado mais depois), e do Stephen King, li "Carrie, a estranha", "O iluminado" e inclusive o "Zona Morta". Ambos são excelentes escritores e foram injustiçados, com certeza.

Obrigada por comentarem!

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