Saramago e o Twitter: a nova tendência da comunicação.
Ok, eu li isso no blog Prosa Online, caderno digital, suplemento literário do O Globo. Uma entrevista com o escritor português José Saramago.
Pra quem não sabe, Saramago é prêmio Nobel de Literatura em 1998, e mantém um blog: O caderno de Saramago.
E esta semana está lançando um livro, resultado de sete meses de posts. O Caderno, publicado pela Companhia das Letras.
Por causa desse lançamento, o escritor vem sendo frequentemente questionado sobre literatura, tecnologia e uma pretensa fusão entre esses os dois campos.
Obviamente, o Twitter não poderia ficar de fora.
E veja a opinião de Saramago:
Não acho que seja retrógrado. Aliás, nesse mar de moda e de onde tecnológica e de velocidade à todo custo, alguém deveria mesmo dizer isso. Afinal tudo bem que a crise econômica esteja aí, mas tem gente fazendo economia até mesmo nas palavras.
Tem quem justifique a incapacidade de usá-las usando a tendência minimalista como argumento.
E vez de facilidade ou praticidade, certas tendências acaba sendo atraso de vida.
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Postado por Emanuelle Najjar, jornalista.
Pra quem não sabe, Saramago é prêmio Nobel de Literatura em 1998, e mantém um blog: O caderno de Saramago.
E esta semana está lançando um livro, resultado de sete meses de posts. O Caderno, publicado pela Companhia das Letras.
Por causa desse lançamento, o escritor vem sendo frequentemente questionado sobre literatura, tecnologia e uma pretensa fusão entre esses os dois campos.
Obviamente, o Twitter não poderia ficar de fora.
E veja a opinião de Saramago:
O senhor acompanha o fenômeno do Twitter? Acredita que a concisão de se expressar em 140 caracteres tem algum valor? Já pensou em abrir uma conta no site?Claro que estamos falando de um escritor, de uma figura muito conhecida e respeitada. Isso dá credibilidade ao que diz, mesmo que pareça retrógrado.
SARAMAGO: Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.
Não acho que seja retrógrado. Aliás, nesse mar de moda e de onde tecnológica e de velocidade à todo custo, alguém deveria mesmo dizer isso. Afinal tudo bem que a crise econômica esteja aí, mas tem gente fazendo economia até mesmo nas palavras.
Tem quem justifique a incapacidade de usá-las usando a tendência minimalista como argumento.
E vez de facilidade ou praticidade, certas tendências acaba sendo atraso de vida.
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Postado por Emanuelle Najjar, jornalista.
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