Quando o tempo nem sempre melhora as coisas.
Navegando por alguns blogs encontrei essa tirinha. Ela é simples, mas carrega uma mensagem muito clara.
Lembro que antes, num tempo não tão antigo quanto o da historinha, as crianças respeitavam os mais velhos. Os professores, especialmente.
Talvez porque seus pais os ensinassem normas mínimas de respeito e se preocupassem mais com a conduta e o comportamento de seus filhos. Hipóteses, apenas.
Havia mais pulso, mais firmeza. Não que isso significasse necessariamente violência. Havia noção de responsabilidade. Estudar era a primeira obrigação na vida de uma criança.
Sem querer discutir pedagogia aqui - já tenho duas professoras na família e entendo razoavelmente do assunto – mas as notas, primeiro eram responsabilidade do aluno. Não que um professor não pudesse estar errado, mas ao menos era respeitado.
E hoje?
Temos “Zecas” por aí (Caminho das ìndias, ok?): pitboys, filhinhos de papai com dinheiro no bolso, muita marra e nenhuma massa encefálica, cujo único propósito de sua existência é sacanear os outros.
Temos pais permissivos que acham que a escola tem de fazer o serviço todo por eles. Eles simplesmente colocam a coisa no mundo e deixam ao deus-dará, como se casa e comida fosse mais que o suficiente.
Jovens egoístas, inconseqüentes e sem a mínima noção de coisa alguma. Crianças grandes, com um grande senso de malícia.
Temos professores mal pagos, com jornadas exaustivas de trabalho, que não bastando aturar a má educação de um aluno, ainda precisa suportar um pai ou uma mãe que acham que seu pimpolho sempre tem razão.
Como se o rebento fosse um eterno injustiçado, perseguido pela professora má. Como se ele fosse um anjo de candura.
Tenho de dizer que, nem sempre o tempo melhora as coisas. Uma coisa é ser moderno, e outra é ser permissivo.
Nossa sociedade simplesmente tem gerado criaturas de pouca massa encefálica, pouca perseverança, nenhuma ética, mas muita vontade de se dar bem. Afinal o mundo parece ter sido dividido entre malandros e manés.
Sem medo de parecer retrógrada, já que me sinto velha e neurastênica aos meus 23, mas era bom quando os pais tratavam de ensinar valores aos seus filhos, sem ser apenas o valor do dinheiro.
Valores, ou sendo mais didática, um pouco mais de noção. Afinal o convívio em sociedade deveria ter um mínimo de importância.
E, sem o menor problemas em parecer clichê, digo que se os jovens de hoje são o nosso futuro, estamos realmente encrencados.
-------------------
Postado por Emanuelle Najjar, jornalista.
RSS/Feed: Receba automaticamente todas os artigos deste blog.Clique aqui para assinar nosso feed. O serviço é totalmente gratuito.


2 comentários:
Com 23 anos, eu também me sentia velho e neurastênico. Agora tenho 28 e não me acho mais neurastênico. Velho, sim. À parte as brincadeiras, não apenas se perdeu a noção de respeito, desapareceu também a ideia de esforço; com ela, sumiram conceitos simples como recompensa, cobrança, hierarquia. Dá no que dá.
É, com certeza muitas noções se perderam. Infelizmente com a minha idade eu já sou obrigada a pensar "no meu tempo..." quando vejo o modo como os jovens se comportam, a falta de educação, de valores e de respeito, até mesmo com os mais velhos.
Que bom que eu não sou a única!
Obrigada pelo comentário!
Postar um comentário
Sua opinião é muito importante, comente!