Profissão Repórter e a violência: quando esquecemos a humanidade?
Pode ser uma coisa cruel de se dizer, mas acho que a maldade humana talvez não surpreenda mais as pessoas.
Acabo de assistir o Profissão Repórter, que desta vez falou sobre a
violência das gangues de Brasília. Jovens que se envolvem para guerras, onde socos e tiros são tratados como atos banais, e onde vítimas são simplesmente números.
Grupos em que o “vem cá” é o gesto inicial antes da brutalidade.
E quem se importa com isso? Pelo menos quase ninguém, enquanto for uma realidade distante. Enquanto isto estiver longe e não influenciar sua vida.
Tratamos a brutalidade humana como se fosse uma ficção, um enredo de telenovela.
Só deixamos de acreditar nisso quando a realidade bate a nossa porta, ao perder alguém próximo. O momento em que essa violência fura o cerco da nossa vidinha centrada e egoísta.
Há muito tempo perdemos o senso de companheirismo e de humanidade. Transformamos o cotidiano em arena. Tratamos a violência como um meio necessário à sobrevivência. Os valores ficam em casa, em vez de saírem às ruas.
Uma postura tão institucionalizada quanto a alienação e o descaso. O diálogo se tornou um supérfluo, algo dispensável. Fora de moda, não tão relevante quanto a preocupação com o corpo e a qualidade de vida, ou a última fofoca da celebridade do momento: justamente aquilo que cerca o nosso mundinho fútil, o nosso próprio umbigo.
Em que gaveta esquecemos a nossa humanidade? Junto com as meias?
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Postado por Emanuelle Najjar, jornalista.
Acabo de assistir o Profissão Repórter, que desta vez falou sobre a
Grupos em que o “vem cá” é o gesto inicial antes da brutalidade.
E quem se importa com isso? Pelo menos quase ninguém, enquanto for uma realidade distante. Enquanto isto estiver longe e não influenciar sua vida.
Tratamos a brutalidade humana como se fosse uma ficção, um enredo de telenovela.
Só deixamos de acreditar nisso quando a realidade bate a nossa porta, ao perder alguém próximo. O momento em que essa violência fura o cerco da nossa vidinha centrada e egoísta.
Há muito tempo perdemos o senso de companheirismo e de humanidade. Transformamos o cotidiano em arena. Tratamos a violência como um meio necessário à sobrevivência. Os valores ficam em casa, em vez de saírem às ruas.
Uma postura tão institucionalizada quanto a alienação e o descaso. O diálogo se tornou um supérfluo, algo dispensável. Fora de moda, não tão relevante quanto a preocupação com o corpo e a qualidade de vida, ou a última fofoca da celebridade do momento: justamente aquilo que cerca o nosso mundinho fútil, o nosso próprio umbigo.
Em que gaveta esquecemos a nossa humanidade? Junto com as meias?
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Postado por Emanuelle Najjar, jornalista.
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1 Comentário:
Posts assim também não me surpreendem, mas devo dizer que ainda não fui vítima de violência, ainda não, mas do jeito que a coisa tá, parece ser questão de tempo.
Teve uma vez que minha mãe recebeu um telefonoma de que fui sequestrado e que quase teve um ataque de coração, mas graças a Deus não aconteceu nada, pois ela me ligou no celular em seguida. Só sei que senti tanta raiva do cara que armou essa que quis extravasar meu ódio na cara dele. Fazer o que, violência leva a violência.
Sempre quanda passa uma reportagem desse tema, eu fico irritado e sinto mais raiva dessas pessoas, e compreendo cada vez mais a dor das vítimas. Coisa que antes do episódio, eu pouco compreendia.
Mas acho que quase toda pessoa é assim. Só conhecem algo, quando isto se depara com ela.
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