Os benefícios do palavrão nosso de cada dia.
Encontrei na internet esses dias, o resultado de mais uma daquelas grandes e úteis pesquisas científicas.
Ok, não é do tipo de coisas mais prosaica, mas tenho de admitir que o negócio é muito interessante.
Encontrei no G1, que reproduziu da BBC:
Palavrões aumentariam ritmo de batimentos cardíacos e agressividade, o que diminuiria sensação de dor física. (clique aqui e leia na íntegra)Muita gente vai ficar escandalizada com isso, já vejo religiosos em polvorosa pela idéia…
mas francamente acho o resultado uma coisa meio óbvia.
Claro que até mesmo o óbvio precisa de comprovação científica, para que um mito ganhe credibilidade, mas de qualquer modo, já conhecemos o palavrão, ou as palavras sujas como um método muito antigo de desabafo.
Antigo e marginalizado, muitas vezes sem motivo. Tem quem classifique qualquer e mínimo palavreado alternativo – mesmo em momentos cruciais - como um palavrão imenso e perpétuo. E olha que estamos falando de uma forma de expressão mais antiga que o Cid Moreira, Sérgio Chapelin ou a Hebe Camargo…
Claro que nem todo momento é adequado para soltar um deles. Afinal, tem hora pra tudo, mas baní-los em nome de uma eterna etiqueta ou de um moralismo é um exagero. É ignorar o tamanho poder medicinal e terapêutico de algo muito simples.
Palavrões são realmente uma forma muito eficiente de desabafo. Quem não ficaria aliviado em pronunciar um F***** bem alto quando se está de saco cheio? Ou depois de um dia estafante onde todo mundo te enche a paciência?
Desabafar faz bem a saúde. E do mesmo jeito os cremes de beleza, e a boa alimentação, um palavrão pode fazer muito bem.
Palavrão pode fazer muito bem a pele… tanto quanto uma esfoliação, ou tratamentos caríssimos de estética.
Tenha os seus palavrões de vez em quando. Nunca se sabe quando se irá precisar deles. Se tem situação pra tudo, até mesmo eles podem ser adequados em algum momento.
Não como um pretinho básico, que serve para toda e qualquer ocasião, mas talvez como um daqueles acessórios que podem ser usados vez ou outra, dependendo de onde se vai e da ocasião.
Enfim, liberte-se!
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Postado por Emanuelle Najjar, jornalista.






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