Facing the Music - Enfrentando as Consequências
“A vida se torna melhor para os que fazem o melhor dela.” Esse é um lema bastante difundido em livros de auto ajuda e em sermões de igrejas, e que – ao menos teoricamente – faz parte da vida de muitas pessoas. Briana Walker é uma delas. Cheia de energia como se espera dos jovens, ela trabalha em mais de um emprego, tem uma vida social bastante movimentada e se envolve em muitas atividades: participa de maratonas, salta de pára-quedas, pratica surfe, faz performances dançando hip-hop. É a típica garota da Califórnia: loira, pele bronzeada, ativa. Mas, o que faz dela especial? É que, sendo adepta fiel desta filosofiam ela não deixa que nada a impeça de desfrutar as emoções que a vida lhe oferece, nem mesmo as conseqüências de um verão de 2002: a paraplegia.
“Eu deveria mudar o meu nome: em vez de “Walker” – “aquele que caminha” – deveria ser ”Wheller” – wheels, em inglês, quer dizer rodas. Certamente Deus tem senso de humor”, diz Briana, referindo-se a sua cadeira de rodas. É o tipo de piada do qual já está acostumada e que até acha bom. Considera importante que as pessoas lembrem de seu nome, porque no fim isto faz parte de seu trabalho. Ela é ícone de diversas campanhas e organizações, palestrante motivacional, modelo, porta-voz, dançarina e escritora.

Em seu livro independente “Dance Anyway”, Briana descreve seu percurso em sua nova condição, tanto em atos cotidianos quanto em seus sonhos. Antes do acidente, Briana, de 23 anos, queria ser uma oficial de polícia, namorava o homem com quem pretendia se casar, morava com amigas em uma casa de praia e tinha uma vida bastante corrida. Isso durou até desmaiar ao volante de seu carro, que girou e bateu numa mureta de proteção. O impacto quebrou sua coluna e lesou sua medula espinhal causando a maior dor física que já sentiu, e conseqüências irreversíveis: a perda dos movimentos das pernas.
No início foi uma adaptação difícil. Durante os primeiros meses, sonhava constantemente que estava de pé, correndo ou dançando. Sua postura mudou após um sonho onde se via dentro de uma igreja, mas sentada em sua cadeira de rodas. Quando acordou, olhou para o lado e viu a cadeira perto da
cama disse para si mesmo que “era assim que iria ser.”Muita coisa mudou: ao sair do hospital teve que voltar a morar com a mãe, pois a casa que dividia com amigas não era acessível. O namoro terminou porque o rapaz não soube lidar com a nova situação. O objetivo de ser uma oficial de polícia teve que ficar para trás. O que não mudou foi o fato de ainda ter uma vida agitada. Logo após sair do hospital, começou a trabalhar como modelo: garota propaganda da Colours n´Motion – empresa fabricante de cadeiras de rodas -- foi também a primeira capa feminina da revista Mobility Management. Depois de conhecer uma outra modelo da Colours, Auti Angel, descobriu que poderia continuar dançando, então juntas começaram a planejar coreografias e se apresentar em exposições, TVs e revistas. Também é porta voz de uma organização chamada Life Rolls On, que atende a deficientes físicos tendo como foco principal o esporte, garota propaganda do site de compras Overstock, e está escrevendo seu segundo livro. Aos 29 anos, sua imagem agora estampa outdoors e ônibus ao redor do mundo. Sente que sendo conhecida e fazendo o que faz, sendo exemplo aos outros na mesma situação, está ajudando tanto outras pessoas quanto a si mesma. Em vez de parar sua vida, optou por
seguir novos caminhos. O acidente não estava em seus planos, mas aconteceu. Por mais que os médicos digam que ela não vá voltar a andar, ela prefere acreditar que sim: “Odeio estar em uma cadeira de rodas. Eu quero andar novamente, correr, dançar e acima de tudo abraçar alguém, um abraço genuíno” afirma mas enquanto isso não acontece, ela prefere viver cada dia e saborear cada vitória. “Nós não temos controle de quase nada nas nossas vidas. O que podemos decidir é qual será a nossa postura.”. Ela escolheu lutar. “Poucas coisas podem me parar: como um lance de escadas, mas quando danço nada pode me deter. Posso não contar com minhas pernas mas tenho meus braços e minha personalidade.” Para ela isso já é o bastante.
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1 Comentário:
Oi sou dono do blog dos powera rangers: http://mightymorphinpowerrangersoficial.blogspot.com/
Queria pedira a Emanuelle najjar me ajudasse no meu blog por que estive ausente o tempo todo e deixei o blog nas mão dos meu menbros ele se desleCharam, deixaram o blog disatualisado com postagens erredas entre outros! espero contato seu abraçoss tenha um otimo dia
Ruan Kally Alves!
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